Diz o ditado que “quem chega primeiro bebe água limpa”. Se nós aplicássemos isso na política, em especial para as eleições do próximo ano, poderíamos dizer que o Partido dos Trabalhadores no Distrito Federal corre o risco de beber água suja, ou pior, nem ter água para beber, já que até o momento o partido não colocou à apreciação nenhum nome como pré-candidato ao governo do Distrito Federal.
O ex-presidente do Partido dos Trabalhadores da maior cidade do DF, Ceilândia, e diretor-geral do jornal TaguaCei, Jeová Rodrigues, fala em vídeo gravado nesta sexta-feira sobre a necessidade urgente que o PT tem para colocar o bloco na rua. Segundo ele bem afirma, todos os outros partidos de centro e de esquerda já estão apresentando seus possíveis candidatos como forma de sentir qual será a recepção por parte da militância e da população. Porém, conforme observa Jeová Rodrigues, o PT-DF ainda não apresentou nenhum possível pré-candidato ao governo do DF, estância de poder que, aliás, o PT já dirigiu por duas vezes.
“Nós estamos atrasados para a nossa campanha de governador. Já tem vários candidatos. Hoje mesmo encontrei na feira, pessoas comentando. Já tem o Arruda [Roberto], tem aí não sei quem, tem não sei quem. Todo mundo já fazendo campanha”, diz Jeová.
Para o ex-dirigente político, é preciso se unir pela defesa de um nome que seja aceito tanto pelos eleitores quanto pela militância. Conforme lembra Jeová, não adianta ter um nome que seja somente aceito por uma parcela da sociedade e que não seja aceita pela militância do partido, até porque que irá fazer campanha, pedir voto para tal candidato, não serão diretamente os eleitores, mas, sim, os militantes.
“O PT sem militância não é nada. Nós precisamos da militância, de caba a rabo, do início ao fim. Nós precisamos até na hora de abrir a última urna, no primeiro e no segundo turno, porque nós vamos ganhar com prévias, com as prévias”, lembra Jeová.
Para o petista, é preciso realizar as prévias para escolher entre os nomes postos até o momento, segundo informações de bastidores, pois, como já dito, ainda não há confirmação oficial por parte do PT-DF de quem serão os candidatos em 2026. Mas diante do exposto, os nomes mais cotados para concorrer pelo partido ao GDF seria o do ex-deputado federal Geraldo Magela e do ex-deputado distrital Leandro Grass.
Porém, as prévias, frisa Jeová Rodrigues, estão sendo deixadas de lado para “tratorar” a candidatura de Magela em benefício do lançamento de Leandro Grass, que já foi candidato do partido na eleição passada e perdeu.
Jeová observa que ao escolher o nome de Grass e não colocá-lo para ser apreciado pelos base militante do partido por meio das prévias, é contribuir para o curso natural da militância petista que, por não se reconhecerem em Leandro Grass, irá votar no candidato do PSB, Ricardo Cappelli, que também já está com seu nome na rua.
Na opinião do ex-presidente do PT de Ceilândia, a prévia, que é um instrumento extremamente democrática, vai permitir que a militância, sem pressão, sem açodamento, decida qual candidato é melhor para representá-los no pleito do ano que vem. Sem as prévias, lembra Jeová Rodrigues, é pedir para a militância ou votar no Cappelli, que virá com um discurso mais à esquerda, ou anular o voto.
Ainda sobre as prévias, Jeová Rodrigues argumenta que todas as vezes que houve eleições para escolha dos candidatos para decidir sobre quem seria o representante do PT ao GDF, o partido saiu vitorioso. Que foi quando a legenda lançou os ex-governadores Cristovam Buarque e Agnelo Queiroz. Já, segundo Jeová, todas as vezes que o partido não realizou prévias, seu candidato saiu derrotado, exemplo foi a última eleição quando Leandro Grass perdeu depois de ser apoiado pelo PT que preferiu não lançar candidato.
Por fim, Jeová criticou a nota divulgada hoje no Jornal de Brasília em que diz que o tanto o presidente Lula quanto a ministra Gleisi Hoffmann estariam apoiando o nome de Grass. Conforme lembrou Jeová, não há nada oficial, apenas boatos que supostamente podem ter sido “plantados” para mais uma vez deixar a militância de fora das decisões que guiam o rumo do partido e levar a legenda que mais tem filiados no DF ser guiada por apenas alguns dirigentes.
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