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Itens de supermercado ficam mais caros em fevereiro, aponta Abras

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Pesquisa aponta que houve uma retração de 3,8% no consumo dos lares brasileiros em relação ao primeiro mês do ano

Em fevereiro de 2026, os alimentos e produtos de higiene pessoal sentiram os efeitos da inflação percebido neste início de ano, conforme apurado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Na pesquisa Consumo nos Lares Brasileiros, a entidade aponta que nesse mês houve um aumento de 0,47% no preço médio de 35 produtos de largo consumo em todo o país, que passaram de R$ 799,08 para R$ 802,88.

Apesar de parecer um aumento praticamente imperceptível, o valor dessa cesta de produtos atingiu em fevereiro o maior valor desde agosto de 2025 e reforça a tendência de aumento inflacionário diante de um cenário internacional instável.

Nesse período, o feijão apresentou um aumento muito acima da média, de 11,73% somente na passagem para fevereiro. “As chuvas em Goiás e Minas Gerais comprometeram a colheita e a qualidade do feijão carioca, reduzindo a oferta de lotes de menor padrão e pressionando os preços no varejo”, destaca o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

Outros itens que também ficaram mais caros em fevereiro foram o leite longa vida, que avançou 1,24%, além de farinha de mandioca (+1,06%) e queijo muçarela (+0,68%). Entre as proteínas, a carne bovina acumula alta de 2% no preço médio em 2026, tanto no corte traseiro (2,88%) quanto dianteiro (2,13%). Já os ovos, que tiveram uma retração mais expressiva em janeiro, avançaram 4,55% no segundo mês do ano.

Por outro lado, itens como arroz (-2,36%), óleo de soja (-2,62%) e café torrado e moído (-1,2%) ficaram mais baratos nesse período. No caso do primeiro, já se percebe uma queda acumulada de 27,85% somente nos dois primeiros meses de 2026.

Com o aumento de preços no geral, o consumo nos lares brasileiros reduziu em 3,8% em fevereiro na comparação com o mês anterior, ao mesmo tempo em que houve um aumento de 1,95% ante o mesmo mês em 2025.

Para o executivo da Abras, a queda em relação a janeiro é também justificada pela diferença no número de dias entre os dois períodos. Para este ano, a entidade supermercadista projeta um crescimento de 3,2% nesse indicador.

Com informações do Correio Braziliense

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