Operações militares no Equador, próximas à fronteira com a Colômbia, têm ampliado a tensão entre os dois países nesta semana, após o governo colombiano identificar um explosivo do Equador, não detonado, no estado de Putumayo, na Colômbia.
O governo do Equador abriu uma investigação para averiguar como a bomba foi parar no país vizinho.
O que está acontecendo?
- No domingo (15/3), o Equador, liderado pelo presidente Daniel Noboa, anunciou uma força-tarefa de 75 mil homens para uma “guerra contra o narcotráfico”;
- Formada por militares e policiais, as operações equatorianas têm realizado bombardeios contra locais que chamam de “alvos militares de narcoterroristas”;
- Na segunda-feira (16/3), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse que o país identificou uma bomba no território colombiano. Posteriormente, afirmou que a bomba veio do Exército equatoriano;
- Na manhã de quarta-feira (17/3), os ministros da Defesa e comandantes do Exército de ambos os países se reuniram e, após análise, confirmaram que o explosivo tem origem equatoriana. O governo do Equador abriu uma investigação para averiguar como a bomba foi parar no país vizinho.
- A relação entre os países está conturbada desde janeiro, quando o Equador anunciou tarifas de 30% sobre produtos colombianos — aumentadas para 50% em fevereiro, alegando que o governo colombiano “não implementou ações suficientes para resolver problemas do narcotráfico na região”.
- Em resposta, a Colômbia impôs taxas recíprocas contra produtos do país vizinho.
As ações, segundo o governo equatoriano, são focadas nas províncias de Guayas, El Oro, Los Ríos e Santo Domingo de los Tsáchilas. Moradores destes locais têm que obedecer a um toque de recolher noturno, ou podem pegar até três anos de prisão.
Nas redes sociais, o Ministério da Defesa do Equador tem publicado vídeos de operações, mostrando momentos de bombardeios.
Veja o vídeo de uma ação realizada na província de Los Rios
Na terça, Petro afirmou que os bombardeios equatorianos deixaram 27 “corpos carbonizados” na fronteira entre os países.
No início do mês, em 7 de março, o governo de Donald Trump, dos Estados Unidos, promoveu uma iniciativa internacional chamada “Escudo das Américas”, classificada pelo governo estadunidense como “uma nova iniciativa de segurança no Hemisfério Ocidental”, focada em combater o tráfico de drogas, crime organizado e a imigração ilegal, segundo autoridades dos EUA.
O evento que oficializou a cúpula de Trump foi realizado na Flórida, e estiveram presentes presidentes de vários países da América do Sul, incluindo Noboa, do Equador. O Brasil, o México e a Colômbia, no entanto, não foram à cúpula.
As ações do governo equatoriano contra o narcotráfico têm tido o apoio e ajuda dos Estados Unidos.
Com informações do portal Metrópoles
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