Após perder 15 kg, Yasmin Brunet chama atenção para tratamento que alia dieta e exercícios no controle do lipedema
O relato de Yasmin Brunet sobre a perda de 15 quilos após mudanças na alimentação e tratamento do lipedema voltou a colocar a doença em evidência. Embora a modelo destaque a importância da dieta, especialistas reforçam que a prática de exercícios físicos adequados é indispensável para controlar os sintomas, reduzir inflamações e melhorar a qualidade de vida de quem convive com a condição.
Entenda
- Lipedema é uma doença crônica que provoca acúmulo anormal de gordura.
- A dieta tem papel central, mas deve ser aliada ao exercício físico.
- Atividades de baixo impacto são as mais indicadas para pacientes.
- A prática precisa ser orientada para evitar dor e inflamação.
Aos 37 anos, Yasmin Brunet usou as redes sociais para compartilhar o antes e depois do tratamento do lipedema e mostrar os resultados da reeducação alimentar. Segundo a modelo, a retirada do glúten foi o primeiro passo do processo, que resultou na eliminação de 15 kg — sendo 14 kg de gordura corporal e 1 kg de massa magra.
“Não é só a largura, é a qualidade da pele. O lipedema deixa a pele ondulada”, afirmou Yasmin ao comparar imagens antigas com o resultado atual. Ela também divulgou números do processo: o peso caiu de 70 kg para 55 kg, enquanto o percentual de gordura corporal passou de 35,9% para 21,6%.Play Video

Apesar do foco na alimentação, especialistas explicam que o tratamento do lipedema não deve se restringir à dieta. De acordo com o cirurgião vascular e angiologista Herik Oliveira, especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), o exercício físico é um dos pilares do tratamento clínico da doença, ao lado da perda de peso e da fisioterapia.
“O exercício físico, junto com a dieta, ajuda a distribuir melhor a gordura no corpo e aumenta a massa muscular. O músculo é essencial para elevar o gasto energético e reduzir a resistência à insulina”, explica o médico.
Exercícios físicos recomendados
Entre as atividades mais indicadas estão exercícios de baixa intensidade e baixo impacto. Yoga e pilates, por exemplo, auxiliam no fortalecimento muscular, melhoram a flexibilidade, a postura e o equilíbrio, além de contribuírem para o controle da dor, comum em pacientes com lipedema.
A musculação também pode fazer parte do tratamento, desde que bem orientada. Segundo Herik Oliveira, esse tipo de exercício fortalece a musculatura, aumenta a força e a resistência muscular e melhora o retorno venoso e linfático dos membros inferiores, ajudando a reduzir o inchaço, controlar o peso e aliviar a dor.
Atividades aquáticas, como natação e hidroginástica, estão entre as mais recomendadas. “Elas melhoram a drenagem linfática, reduzem o inchaço e diminuem a sobrecarga nas articulações”, afirma o especialista. Caminhadas leves também são indicadas por melhorarem a circulação e o condicionamento físico sem impacto excessivo.

Outro recurso citado é a plataforma vibratória, que pode auxiliar no aumento do retorno linfático, na redução do volume dos membros e no estímulo ao metabolismo e à massa muscular.
Atenção
O médico faz um alerta para exercícios de alta intensidade. “Atividades que geram impacto, dor ou hematomas podem piorar a inflamação do paciente com lipedema”, diz.
Por isso, a prática deve ser sempre acompanhada por um educador físico e por um médico.
“A intensidade precisa ser aumentada de forma lenta e gradual. O objetivo é ganhar massa muscular e reduzir a gordura do lipedema, sem provocar dor ou agravar a inflamação”, explica Herik Oliveira.
Segundo o especialista, o exercício físico é indicado para todos os pacientes com lipedema, pois ajuda a reduzir a inflamação crônica sistêmica, melhora a mobilidade, controla a dor, diminui o inchaço e ainda contribui para a autoestima e a autoconfiança.
Com informações do portal Metrópoles
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