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Proposta do GDF de eleição para administradores é criticada

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A eleição direta para administradores regionais mobilizou os discursos dos deputados distritais na sessão ordinária da Câmara Legislativa desta terça-feira (20). O motivo foi o envio à CLDF pelo Governo do Distrito Federal de um projeto de lei que estabelece a medida, uma das promessas de campanha de Rodrigo Rollemberg, quando está prevista, nesta data, a apreciação pelo plenário do veto total do governador a proposição semelhante (PL nº 951/2016) de autoria do deputado Chico Vigilante (PT).

O autor da proposta vetada reagiu com indignação: “O governador fez um gesto muito feio, quase obsceno, pois vetou o projeto e enviou uma cópia piorada”. Para Vigilante, o PL governamental “é uma fraude”, pois não aponta o autor da ideia. “É um caso de desonestidade intelectual”, acrescentou. O parlamentar criticou ainda a previsão de que “a população espere a votação somente no ano de 2022” e pediu apoio dos colegas para que o veto seja derrubado. “Eu não desisto do meu projeto”, finalizou.

O deputado Welington Luiz (PMDB) criticou o veto do governador e se uniu ao autor da matéria na ideia de votar para derrubar o veto: “O envio de um novo projeto é um desrespeito aos deputados e à população. Isso depois que o deputado Chico Vigilante apresentou aquilo que Rollemberg havia prometido em campanha”.

Clonagem

Claudio Abrantes (sem partido) classificou a proposição enviada pelo governo de “pseudoprojeto”. Enquanto Wasny de Roure (PT) afirmou que o governador deveria ter apresentado a proposta já no primeiro dia de governo.

Para Celina Leão (PPS), faltou ao GDF buscar dialogar com o parlamento quando o deputado Chico Vigilante apresentou seu projeto em 2016. “Há um clamor dos cidadãos do Distrito Federal para que possam eleger seus administradores”, observou. A deputada considerou que o governador “mentiu”, porque não tomou a iniciativa imediatamente após as eleições. “Agora, no dia da apreciação do veto, resolve enviar um projeto quase idêntico. Quase uma clonagem”, criticou.

O líder do governo, deputado Agaciel Maia (PR), defendeu que “ideias inteligentes devem ser copiadas”. E declarou que as semelhanças entre as proposições são uma espécie de elogio ao PL nº 951/2016. O parlamentar ainda previu polêmica em torno da questão. Segundo ele, especialistas em legislação divergem quanto à origem da matéria: “Há quem defenda que deve ser uma lei federal e não distrital a tratar da questão”.

 

Com informações da CLDF.

 

 

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Jeová Rodrigues

Jornalista

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