Criado no Piauí, o FestLuso consolidou-se como espaço de intercâmbio cultural e artístico, e pela terceira vez chega ao Distrito Federal com o objetivo de ampliar o diálogo entre artistas e públicos da lusofonia
Brasília será palco, de quinta a domingo, de um encontro que une culturas, memórias e vozes de diferentes países que compartilham a língua portuguesa. O Festival de Teatro Lusófono — FestLuso, em sua 15ª edição, traz para o Teatro Sesc Paulo Autran, em Taguatinga, o Módulo Circulante, com quatro espetáculos de Portugal e Moçambique, todos com entrada gratuita.
Criado no Piauí, o FestLuso consolidou-se como espaço de intercâmbio cultural e artístico, e pela terceira vez chega ao Distrito Federal com o objetivo de ampliar o diálogo entre artistas e públicos da lusofonia. A programação do módulo circulante em Brasília reúne apresentações variadas e de relevância internacional. A estreia é com a peça Figueiredo, do encenador português Pedro Vilela, que aborda a história de exploração, violência e apagamento cultural dos povos indígenas da Amazônia brasileira.
Para Vilela, apresentar a obra em Brasília é especialmente significativo por se tratar de uma cidade marcada pela presença de instituições políticas. O formato do trabalho, que combina conferência e performance, propõe uma experiência pedagógica sem abrir mão da dimensão estética. “Não estamos falando de um espetáculo em si, com personagens e diálogos. A obra possui um formato híbrido, profundamente comprometido em refletir sobre este tema tão urgente para o país. Não ficciona, parte de dados concretos e convoca uma tomada de posição junto ao espectador”, destaca.
Além de Figueiredo, a mostra apresenta Manual para Drag Queen — dressed as a girl?, de Isabel Mões, de Lisboa, Portugal, que investiga questões de gênero a partir do trabalho de artistas drag de diferentes regiões, combinando entrevistas e acompanhamento do backstage. Enquanto isso, No seu vestido, do Grupo de Teatro Girassol, de Maputo, Moçambique, narra a história de um homem de meia-idade em busca de reencontrar o amor e a paz após uma grande perda. E O Mendigo ou o Cachorro Morto, obra de Bertolt Brecht produzida pela Cia de Dramas e Comédias de Teresina, é um manifesto contra a guerra encenado em forma de drama.
Responsável pela curadoria do FestLuso, Francisco Pellé explica que os critérios para a seleção das obras desta edição comemorativa de 15 anos buscaram refletir a diversidade do teatro de língua portuguesa hoje. “Trouxemos um recorte de temas em discussão no teatro contemporâneo, como meio ambiente, processos decoloniais, diversidade de gênero e outros assuntos. São questões de debate nos países lusófonos e no mundo”, afirma.
Pellé acredita que as obras desta edição dialogam diretamente com dilemas contemporâneos e serão recebidas com atenção pelo público do Distrito Federal. “Os temas em questão nestes quatro espetáculos estão no centro da discussão mundial e acreditamos que o público vai receber e interagir com essas questões. E mais uma vez esperamos ter um público qualificado e atento, com espetáculos acessíveis a todos”, completa.
*Estagiário sob a supervisão de Severino Francisco
Festival de Teatro Lusófono – FestLuso 2025
21 a 24 de agosto, no Teatro Sesc Paulo Autran – CNB 12 – Área Especial 2/3 – Taguatinga. Entrada gratuita, com retirada de senhas 1h antes. Classificação livre e acessível com intérprete de Libras
Com informações do Correio Braziliense
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