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Saiba como reduzir o risco de AVC e cuidados essenciais para prevenção

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O AVC pode levar à morte ou a sequelas graves. Mudanças no estilo de vida podem reduzir significativamente o risco de derrame

O acidente vascular cerebral (AVC) continua entre as principais causas de morte e de incapacidade no Brasil. Apesar disso, grande parte dos casos pode ser evitada com medidas acessíveis.

Especialistas ouvidos pelo Metrópoles explicam que fazer mudanças na rotina, como revisar a alimentação, ajustar o sono e acompanhar doenças crônicas, reduz de forma significativa o risco.

A prevenção do AVC envolve cuidar do corpo como um todo. Pressão arterial desregulada, colesterol elevado e falta de atividade física enfraquecem as artérias ao longo dos anos. Por isso, entender esses processos ajuda a reconhecer sinais que exigem a busca imediata por atendimento.

Diferença entre AVC isquêmico e hemorrágico

O AVC pode ser isquêmico ou hemorrágico. Cada um deles ocorre por mecanismos diferentes e, por isso, exigem cuidados diferentes. O primeiro ocorre quando uma artéria é obstruída por placas de gordura ou por um coágulo que impede o sangue de chegar ao tecido cerebral. Já o segundo, aparece quando um vaso se rompe e provoca sangramento dentro do cérebro.

Mesmo com origens diferentes, os dois tipos têm um ponto em comum: a prevenção depende de acompanhamento médico, controle dos fatores de risco e adoção de hábitos que preservem a saúde das artérias ao longo da vida.

Principais estratégias para proteger o cérebro de um AVC

Controlar as doenças que interferem na circulação sanguínea é uma das medidas mais importantes para evitar um AVC. Condições como diabetes, hipertensão e colesterol alto alteram o funcionamento das artérias e podem danificá-las ao longo do tempo. Consultas periódicas evitam que esses problemas evoluam.

“Quando tratamos corretamente hipertensão, diabetes e colesterol, diminuímos de forma expressiva o desgaste dos vasos cerebrais ao longo dos anos, evitando tanto o entupimento quanto o rompimento das artérias”, explica Bruno Diógenes Iepsen, neurologista e porta-voz da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz).

Além do controle clínico, alimentação com frutas, verduras, fibras e pouco sal ajuda a manter a glicose e colesterol em níveis seguros.

A prática regular de atividade física — no mínimo 150 minutos por semana — contribui para estabilizar a pressão arterial, evitar ganho de peso e manter o coração funcionando de forma adequada.

Outras práticas eficazes envolvem dormir bem, evitar álcool em excesso, não fumar e manter uma rotina que preserve a saúde mental. Estresse contínuo e noites mal dormidas elevam a pressão arterial, desregulam hormônios e dificultam a adesão a uma vida saudável.

Entre pessoas jovens, há cuidados extras. Movimentos bruscos ou exagerados do pescoço podem provocar lesões internas nas artérias, favorecendo um tipo de AVC mais comum nessa faixa etária. Além disso, quem já teve trombose deve investigar condições que aumentam a tendência a formar coágulos.

Ilustração de homem com forte dor de cabeça - Saiba como reduzir o risco de AVC e cuidados essenciais para prevenção - Metrópoles
Controlar a pressão arterial, manter exames em dia, praticar atividade física e dormir bem são hábitos que reduzem a sobrecarga nos vasos cerebrais e ajudam a prevenir o AVC

Sinais de AVC que exigem atendimento imediato

Alguns sintomas aparecem de forma súbita e indicam que o cérebro pode estar sofrendo uma interrupção no fluxo de sangue. Reconhecê-los rapidamente aumenta as chances de tratamento eficaz e diminui o risco de sequelas. Especialistas ouvidos pelo Metrópoles listaram os principais sinais. Dentre eles, destacam-se:

  • Boca torta ou alteração na simetria do rosto.
  • Fraqueza ou dormência em um dos lados do corpo.
  • Fala enrolada ou dificuldade para articular palavras.
  • Incapacidade de se comunicar de maneira clara.
  • Visão dupla ou olhos desalinhados.
  • Tontura intensa, sem outra explicação aparente.
  • Perda súbita de parte do campo visual.

“Muita gente tenta esperar para ver se o sintoma melhora, mas esse intervalo pode custar funções importantes do cérebro. O ideal é acionar o serviço de emergência assim que qualquer sinal aparecer”, afirma Thiago Taya, neurologista e neuroimunologista do Hospital Brasília Águas Claras, da Rede Américas.

Originalmente publicado em Metrópoles

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