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Gripe aviária: países começam a abrir mercados para o frango brasileiro

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A África do Sul foi um dos primeiros países a flexibilizar as restrições ao frango brasileiro, assim que o Brasil notificou que está livre da doença animal

Depois de se declarar livre da gripe aviária, o Brasil agora tem outro desafio: reverter as restrições impostas pelos principais compradores de carne de frango do país. A África do Sul foi um dos primeiros países a flexibilizar as restrições ao frango brasileiro, ainda na quarta-feira.

O país africano diminuiu a restrição da importação de carne de todo o país, limitando-a apenas ao Rio Grande do Sul, onde as autoridades identificaram o único caso da doença em uma granja comercial em território nacional. Trata-se de um dos principais destinos de frango produzido no Brasil. Em 2024, 6,3% de toda a produção (equivalente a 325 mil toneladas) foi para lá. Já o Rio Grande do Sul, por sua vez, concentra parcela importante da produção nacional de frango, sendo responsável por 11,52% dos abates no ano passado. Os dados são do anuário da Associação Brasileira de Proteína Animal (Abpa) divulgado neste ano. Os prejuízos dos produtores no estado pela interrupção das exportações ultrapassaram os US$ 47,8 milhões, segundo a Organização Avícola do Rio Grande do Sul.

Outros países, no entanto, ainda não reabriram para as aves brasileiras, apesar de o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) ter notificado diretamente os compradores, para restabelecer o comércio. O Brasil produziu, no ano passado, 14,9 milhões de toneladas de frango, sendo que 35,4% (5,3 milhões de toneladas) foi destinada ao mercado externo, o que manteve o Brasil na posição de maior exportador do mundo.

Os principais destinos das exportações brasileiras de frango são China, com 562.208 toneladas (10,9% do total); os Emirados Árabes Unidos, com 455.121 toneladas (8,81%); o Japão, com 443.202 toneladas (8,58%); a Arábia Saudita, com 370.800 toneladas (7,18%) e a África do Sul.

Segundo o MAPA, o Brasil já concluiu todas as ações sanitárias exigidas, o que coloca o país novamente no status de livre da doença. O processo de notificação à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) é feito pela Secretaria de Defesa Agropecuária, que integra a pasta. “É preciso reconhecer a robustez do nosso sistema sanitário, que respondeu com total transparência e eficiência. Seguimos todos os protocolos, contivemos o foco e agora avançamos com responsabilidade para uma retomada gradativa do comércio exterior”, disse o ministro Carlos Fávaro, da Agricultura e Pecuária, na quarta.

O chamado período de vazio sanitário — um período de 28 dias — começou em 22 de maio, depois da desinfecção da granja em Montenegro (RS) onde o caso de gripe aviária foi detectado em 16 de maio. Sem novos casos em granjas comerciais, o Brasil pôde se declarar livre da doença. Isso não quer dizer, no entanto, que o vírus tenha sido contido entre aves silvestres, onde há circulação confirmada desde maio de 2023.

O Zoológico de Brasília, por exemplo, está fechado desde 12 de junho depois do registro de casos em aves, que precisaram ser sacrificadas. Ao todo, segundo o MAPA, foram 168 casos de gripe aviária confirmados em aves silvestres desde 2023. O ministério já realizou 4.214 investigações.

Doença

Com o fim do período de vazio sanitário, teve início a etapa de notificação, pelo ministério, dos países que impuseram restrições temporárias às exportações brasileiras de produtos avícolas. Não há prazo protocolar para a retomada das compras. Mas a expectativa do MAPA é de que as relações comerciais sejam restabelecidas “o mais rápido possível”.

A influenza aviária, comumente conhecida como gripe aviária, afeta principalmente aves, mas também foi detectada em mamíferos, incluindo bovinos.

A transmissão ocorre pelo contato com aves doentes e também por meio da água e de materiais contaminados. A doença raramente afeta humanos, e a orientação é que as pessoas se mantenham informadas e adotem as medidas preventivas recomendadas.

Segundo o Ministério da Agricultura, carnes e ovos podem ser consumidos com segurança, desde que preparados adequadamente. (Com Agência Brasil)

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Jeová Rodrigues

Jornalista

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