Por Jeová Rodrigues
O noticiário desta semana foi bombardeado com informações sobre a guerra entre Israel e Irã. Agora, com uma possível entrada dos Estados Unidos no conflito a favor de Israel, parece que a tensão tende a aumentar, o que deve deixar ainda mais preocupados não só os países que região do Oriente Médio, como de todo o mundo, uma vez que há analistas já comentando a possibilidade do conflito escalar até mesmo para uma 3ª Guerra Mundial.
E dentro deste cenário, secretários do Governo do Distrito Federal (GDF), entre eles a própria primeira-dama, Mayara Noronha Rocha, foram pegos de surpresas pelos ataques, já que eles estavam em visita oficial a Israel. Todos custeados com recurso do próprio GDF, a situação causou alarde na imprensa local que acompanhou a retirada dos secretários do país, depois de passarem dias sob o bombardeio do Irã à região.

Os secretários aterrissaram no Brasil, na última sexta-feira (20), depois que a diplomacia brasileira intercedeu e conseguiu trazê-los de volta com segurança. Porém, agora, a pergunta que fica é: quem irá pagar por essa viagem?
Como já foi fartamente noticiado, os custos da viagem de todos os representantes do GDF a Israel fora paga com dinheiro do público, ou seja, o contribuinte arcou com as despesas dos secretários e sem ao menos saberem os reais motivos da viagem. Caso Israel não tivesse sido bombardeado pelos mísseis do Irã, pode ser que a população do DF nem ficaria sabendo da viagem que, mesmo sendo oficial, não teria grande repercussão, uma vez que faz parte da rotina dos funcionários públicos fazerem viagens oficiais.

A dúvida que fica é: realmente era preciso fazer tal viagem? Qual a necessidade real de tal empreendimento? Ao que parece, isso nunca saberemos.
Mas o ocorrido nos apresentam algumas conclusões, e, entre elas, destaca-se a seguinte: o dinheiro público precisa ser melhor gerido e viagens desta natureza precisaria ter, antes, a aprovação da sociedade.
Não se pode permitir que o contribuinte pague por algo que ele não concorde e, pior, que muitas das vezes nem sabe para que serve.
Então, o governo do senhor Ibaneis Rocha precisa vir a público e explicar o que esses representantes fazia em um país que na ocasião já estava em guerra com a Palestina. A população precisa saber quais eram as missões oficiais no país e por que tal viagem só foi informada depois que o caso gerou preocupação aos órgãos oficiais.

Em tempos onde a busca por cortes de gastos e ajuste fiscal é pedra da vez, não podemos permitir que viagens, que muitas das vezes só servem para “turistar” e com baixíssima produtividade, é preciso ter uma postura de maior responsabilidade pública, ainda mais se tratando de viagem a outros países que, devido a distância e complexidade logística, possuem elevados custos.
O poder público, seja ele de qual instância for, precisa ter uma conduta mais transparente em relação a essas viagens oficiais. Não é possível que a população pague sem saber para que funcionários de alto escalação viagem para lá para cá sem ter que dar explicações sobre esses passeios.
No caso em voga, a dúvida que fica é: a população mais uma vez vai pagar por viagens que não tinham nenhuma justificativa clara e objetiva?
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