Desafio Intermodal, evento promovido pela Rodas da Paz, reforça a necessidade de pensar em soluções de transporte mais sustentáveis para o DF no Dia Mundial Sem Carro
Brasília recebeu na manhã desta segunda-feira (22/9) mais uma edição do Desafio Intermodal, iniciativa que avalia de forma comparativa diferentes meios de transporte no trajeto urbano na capital. Promovido pela associação Rodas da Paz, o evento marcou o Dia Mundial sem Carro, celebrado anualmente em 22 de setembro, dentro da programação da Semana da Mobilidade.
A concentração aconteceu no estacionamento do McDonald’s da Quadra 7 do Guará I, de onde os participantes partiram, por volta das 7h45, rumo ao Museu Nacional da República, no Eixo Monumental.
Durante o desafio, 10 voluntários utilizaram variados modais – como bicicleta, carro, metrô e ônibus – para percorrer o mesmo trajeto. A proposta não é premiar o mais rápido, mas analisar critérios como tempo de deslocamento, custo e impacto ambiental.
Segundo a coordenadora administrativa do Rodas da Paz, Ana Carboni, o evento reforça a necessidade de pensar em soluções de transporte mais humanas e sustentáveis para o Distrito Federal. “Tivemos participantes que enfrentaram dificuldades, como lotação no metrô e restrição para transportar bicicleta. Isso evidencia o quanto ainda precisamos melhorar para que a intermodalidade seja uma realidade viável. O objetivo é mostrar que precisamos de cidades mais vivas, menos dependentes do carro e com investimento em transporte de massa”, afirmou.
Para ela, o Desafio Intermodal é também um espaço de reflexão sobre o impacto das mudanças climáticas e o papel das cidades na transição para modelos de mobilidade mais sustentáveis. “Não basta apenas eletrificar frotas, é preciso investir em transporte público de média e alta capacidade, incentivar alternativas como trens urbanos e novas tecnologias limpas. O planeta pede essa virada”, completou Carboni.
Carboni destacou ainda que a proximidade nos tempos de chegada entre diferentes modais chama atenção para a viabilidade de alternativas ao automóvel. Neste ano, os primeiros participantes, com carro e bicicleta, cruzaram a linha de chegada por volta das 8h22, e os últimos chegaram cerca de 20 minutos depois, como corredores e pedestres que usaram transporte público.
O percurso terminou no Museu Nacional, onde ciclistas, pedestres e motoristas se encontraram. Em seguida, preencheram formulários relatando suas experiências, dados que vão compor o balanço da edição no DF.
O evento já soma pelo menos dez edições no Distrito Federal e tradicionalmente ocorre no Dia Mundial sem Carro, como forma de estimular a população a repensar seus hábitos de deslocamento. Neste ano, fez parte também da mobilização para a COP30, prevista para ocorrer entre os dias 10 e 21 de novembro, em Belém, e contou com a presença do Curupira – mascote do evento.
Com informaçoes do Correio Braziliense
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