Escritório em área nobre de São Paulo era usado por quadrilha para aplicar golpes com dívidas inexistentes, principalmente contra idosos
A Polícia Civil de São Paulo desarticulou, na manhã desta sexta-feira (23/1), uma sofisticada estrutura criminosa especializada em cobranças fraudulentas de dívidas fictícias, localizada em um escritório na Avenida Brigadeiro Faria Lima, uma das principais artérias do distrito financeiro da capital paulista.
A ação, comandada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), resultou na prisão de 12 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema e na identificação de diversas empresas que atuavam como fornecedoras de dados e informações pessoais das vítimas.
Segundo os investigadores, a quadrilha tinha como alvo principalmente pessoas idosas, que eram contactadas por meio de mensagens eletrônicas e chamadas telefônicas enganosas. Os criminosos alegavam que as vítimas tinham dívidas em atraso com instituições financeiras ou órgãos públicos e que seu CPF seria bloqueado, ou até mesmo que havia ordens judiciais emitidas contra elas, táticas usadas para gerar pânico e forçar o pagamento imediato dos valores supostamente devidos.

Os contatos eram feitos por falsos atendentes que se passavam por profissionais de setores de cobrança, departamentos jurídicos e até órgãos do Poder Judiciário, utilizando detalhes pessoais das vítimas para dar aparência de veracidade às ameaças.
Para acessar os dados sensíveis das pessoas, a investigação revelou que os criminosos contavam com empresas parceiras que forneciam informações operacionais, contábeis e endereços, incluindo nomes de sócios e demais detalhes utilizados para montar os cenários fraudulentos.
Veja o local onde a quadrilha operava:
Além do escritório na Faria Lima, os agentes também cumpriram mandados em outra base usada pela organização, localizada em Carapicuíba (Grande São Paulo), onde foram apreendidos todos os documentos e materiais utilizados na prática criminosa.
A ação faz parte da denominada Operação Título Sombrio, conduzida pela 4ª Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos, unidade especializada em investigações sobre lavagem e ocultação de ativos ilícitos por meios eletrônicos. A investigação segue para identificar a extensão da participação de cada suspeito e possíveis conexões com outras fraudes semelhantes no país.
Com informações do Correio Braziliense
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