O uso de canetas emagrecedoras falsificadas coloca o consumidor em risco sério. Saiba quais são as 12 aprovadas pela Anvisa
As canetas para o tratamento do sobrepeso e da obesidade, conhecidas como canetas emagrecedoras, popularizaram-se como uma opção que leva à perda rápida de peso. Os medicamentos são fabricados com princípios-ativos aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas algumas pessoas acabam se arriscando no mercado clandestino e compram opções falsificadas.
A promessa de alcançar resultados com um produto muito mais barato, sem a exigência de prescrição médica, enche os olhos de quem tenta emagrecer, mas também coloca vidas em risco.
No Brasil, a Anvisa é a responsável por avaliar, registrar e fiscalizar medicamentos. Se um produto é fabricado e vendido sem passar pela agência, o consumidor corre o risco de estar injetando no próprio corpo substâncias sem a certeza da procedência, com substâncias contaminadas ou de outro tipo de remédio.Play Video
No Brasil, apenas 12 canetas injetáveis têm o registro sanitário da Anvisa para o tratamento da diabetes tipo 2 e do sobrepeso e obesidade. Os produtos que podem ser comercializados legalmente são:
Canetas aprovadas para sobrepeso e obesidade
- Mounjaro (tirzepatida), da Eli Lilly;
- Olire (liraglutida), da EMS;
- Poviztra (semaglutida), Novo Nordisk;
- Saxenda (liraglutida), da Novo Nordisk;
- Wegovy (semaglutida), da Novo Nordisk.
Canetas aprovadas para diabetes tipo 2
- Extensior (semaglutida), Novo Nordisk;
- Lirux (liraglutida), da EMS;
- Mounjaro (tirzepatida), da Eli Lilly;
- Ozempic (semaglutida), da Novo Nordisk;
- Soliqua (insulina glargina + lixisenatida), da Sanofi Medley;
- Trulicity (dulaglutida), da Eli Lilly;
- Victoza (liraglutida), da Novo Nordisk;
- Xultophy (insulina degludeca + liraglutida), da Novo Nordisk.
Como identificar canetas emagrecedoras fakes
Algumas características devem ser levadas em consideração antes da compra do medicamento. Desconfie se o estabelecimento que vende não cobra a receita e oferece o produto por preços muito abaixo do mercado.
As canetas injetáveis só podem ser comercializadas por estabelecimentos farmacêuticos, farmácias ou drogarias. A venda em lojas de comércio eletrônico — salvo os portais das próprias farmácias —, por pessoas físicas ou em clínicas de estética não é autorizada.
Outro ponto importante a se observar é o preço. Valores muito abaixo do cobrado em farmácias são motivo de desconfiança. No Brasil, os preços dos medicamentos seguem a tabela da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
Por fim, é importante ter a noção de como é a caneta original e a caixa em que é vendida. O paciente não deve adquirir medicamento com a embalagem visivelmente alterada, com instruções em idioma estrangeiro, com aparência diferente da registrada e com informações incorretas sobre o produto.
“Algumas das canetas falsificadas apareceram nas redes sociais, e são um pouco diferentes. Ter a noção de como é a caneta original é importante. Entender que tem que vir dentro de uma caixa que deve ser refrigerada, tudo isso é uma forma de minimizar a chance de compra de remédios falsificados”, afirma o médico Alexandre Hohl, vice-presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina, Andrologia e Transgeneridade (DEFAT) da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
Com informações do Metrópoles
Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.
- Vorcaro: da vida de ostentação à rotina de presidiário
- Caso Master: Polícia Federal investigará vazamentos
- Petróleo sobe 28% na semana
- Patrimônio, venda de imóveis, federalização: saiba quais riscos o BRB corre – e qual é o plano de socorro
- Irã nega “confronto” e fala em “ato de agressão não provocado”
Deixe um comentário