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Jovem arremessado de ônibus em movimento morre no hospital

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“Estamos despedaçados”, disse um tio da vítima. Crime ocorreu no feriado de Carnaval, quando rapaz seguia para Planaltina

O universitário David Monteiro, 21 anos, morreu na noite desta sexta-feira (23/2) no Instituto Hospital de Base do Distrito Federal (IHBDF). Ele estava internado desde 14 de fevereiro, um dia depois de ter sido assaltado, espancado e arremessado de um ônibus em movimento.

Sem se identificar, um tio da vítima falou ao Metrópoles. O homem contou que a dor tomou conta da família. “O David não nos pertence mais. Estamos despedaçados. Só Deus para nos dar força. David nos deixou e, a essa hora, já está muito distante daqui”. O rapaz teve uma parada cardíaca na noite dessa sexta (23) e não resistiu. O enterro do corpo ainda não foi marcado, mas deve ocorrer ainda neste fim de semana.

David estudava farmácia e morava em Planaltina. No dia do crime, ele voltava das festas de Carnaval com uma prima e um amigo. Ele embarcou em um coletivo da empresa Piracicabana, na Rodoviária do Plano Piloto, por volta das 23h de terça-feira (13/2).

Um grupo com cerca de 20 pessoas também embarcou no ônibus, que seguia para Planaltina, e começou a fazer uso de entorpecente. Um outro passageiro foi assaltado, mas conseguiu descer em uma parada.

David foi abordado por um dos criminosos. Ele disse não estar com o celular, mas o assaltante encontrou o aparelho na cintura da vítima. As agressões começaram e o grupo acabou forçando a porta para tirar o jovem do coletivo.

Quando o estudante foi arremessado, a prima dele gritou e o motorista parou o veículo. O jovem estava inconsciente e foi levado para o hospital pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho) investiga o caso.

A Piracicabana informou que abriu uma investigação interna. Conversou com os cobradores e motoristas que trabalharam no dia e, segundo a empresa, nenhum relatou ter visto o fato. A Piracicabana afirma que não encontrou testemunhas e analisou as câmeras de segurança. As gravações, ainda de acordo com a empresa, não mostram “qualquer tipo de incidente parecido com esse”.

por Metropole; Mirelle Pinheiro

 

 

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Jeová Rodrigues

Jornalista

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