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Setor produtivo e governo discutem ‘medidas paliativas’ contra o tarifaço

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Medida prevista para agosto preocupa indústria nacional, que aposta em postergação da tarifa e redirecionamento de produtos ao mercado interno para minimizar impactos

O setor produtivo já iniciou conversas com o governo federal para definir medidas paliativas que possam atenuar os impactos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto. A iniciativa busca proteger a competitividade das exportações nacionais e minimizar prejuízos para a indústria, especialmente nos segmentos mais afetados pela medida. 

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe, afirmou que, neste momento, a alternativa mais realista é concentrar esforços na tentativa de postergar as tarifas. 

Uma das alternativas apontadas, de acordo com ele, seria redirecionar os produtos destinados à exportação para o mercado interno, como forma de absorver parte da produção e reduzir os impactos da tarifa. 

“Na nossa percepção, o crédito é relevante, mas o que resolve o problema é o mercado e nós temos um importante mercado aqui no Brasil. É mais rápido você agir em cima do mercado brasileiro do que tomar mercado lá fora, que são negociações de longo prazo”, disse nesta quinta-feira (24/7), após reunião com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, no Palácio do Planalto. 

“O que efetivamente vai resolver o problema é encontrar mercado para os produtos que sairiam deslocados do mercado americano”, emendou. Roscoe, que reforçou o alerta sobre o risco de desindustrialização e solicitou ações urgentes para conter a entrada crescente e desordenada de produtos estrangeiros no mercado brasileiro.

Ele defendeu a aplicação de medidas como antidumping, que são adotadas por um país para proteger sua indústria nacional contra práticas comerciais desleais, previstas pela Organização Mundial do Comércio (OMC). 

“Falei e destaquei a relevância da gente proteger o mercado brasileiro da invasão de produtos importados, que está ocorrendo em função da guerra comercial e internacional e da implementação de medidas previstas na OMC, como antidumping, e como avaliação também do fluxo de importações, para que haja ali uma proteção do mercado local”, afirmou. 

Um estudo da FIEMG, divulgado nesta semana, apontou que as tarifas podem ter um custo de até R$ 175 bilhões ao Brasil. A projeção é de queda de 1,49% no produto interno bruto (PIB) e perda de mais de 1,3 milhão de empregos, caso a medida entre em vigor.

Mesmo diante do cenário preocupante, Roscoe definiu a reunião como produtiva. “O vice-presidente deixou de maneira muito clara que está atuando de maneira contundente junto ao governo americano, mas de maneira discreta.”

Com informações do Correio Braziliense

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