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Escola pública de Ceilândia aprova 69 alunos na Universidade de Brasília

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Esperança, dedicação e conhecimento. Esses são os pilares que levaram o Centro Educacional (CED) 6 de Ceilândia a aprovar 69 alunos na Universidade de Brasília (UnB), de acordo com o diretor, Jefferson Lobato, e o orientador da escola, Aleksandro Azevedo. “Vamos além do conteúdo. Trazemos cultura. Investimos em teatro e atividades extracurriculares”, diz o orientador, que acredita que o diferencial da instituição é o trabalho em conjunto.

A professora de português Glaucia Lamarc, por exemplo, procura trabalhar a autoestima dos estudantes em sala de aula. “Os alunos não acreditam que são capazes de competir com quem vem de escola particular. Fortaleço a identidade deles até que acreditem em si”, afirma. A recompensa, para ela, é vê-los felizes. “Professores podem não ter o retorno financeiro desejado, mas isso volta em forma do legado dos alunos. O resultado deles é o nosso legado.”

Em 2003, a instituição foi considerada a pior do Distrito Federal. No entanto, o que deveria ter desanimado professores e alunos serviu como inspiração. “A comunidade se juntou para fazer uma revolução. Reconstruímos a cultura da escola”, explica Jefferson. O corpo docente mudou as estratégias. A partir dali, todos os alunos que entrassem na escola saberiam o que é o Programa de Avaliação Seriada (PAS) e como a educação pode reconstruir realidades.

“Hoje, além de falar do PAS desde o primeiro dia, envolvemos a família e ela incentiva o aluno”, explica Jefferson. Por isso, aproximadamente 70% dos estudantes do terceiro ano são aprovados em faculdades públicas e particulares. Para o diretor, esse número é muito bom, tendo em vista que boa parte passa por dificuldades enormes, desde não ter o que comer em casa até a ausência de pais. “Ver um aluno que vem dessa realidade entrar na UnB é fantástico. Dá muito orgulho. Isso me motiva”, emociona-se.

O diretor planeja levar os futuros universitários para falar com os novos estudantes, reforçando a ideia de que educação pode mudar vidas. A expectativa é de que, neste ano, pelo menos 100 dos 320 alunos do terceiro ano ingressem na UnB.

Com informações do Correio Braziliense

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Jeová Rodrigues

Jornalista

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