
‘Política é cuidar de pessoas, é cuidar de quem mais precisa’, diz distrital Dayse Amarilio ao comentar sobre seu segundo ano de mandato
No entender da deputada distrital Dayse Amarilio (PSB) a política se resume em fazer o bem comum, em atuar na promoção da dignidade humana, e na melhoria da condição de vida da população. Mesmo estando no Legislativo, que tem suas limitações por natureza, a distrital, que está prestes a completar dois anos de mandato, ressalta que seu papel enquanto agente pública vai além de legislar.
“Eu entendi que política é cuidar de pessoas, e cuidar de quem mais precisa. Quando eu entrei aqui [na Câmara Legislativa do DF] eu percebi que a gente precisava fazer uma coisa a mais do que legislar, porque legislar a gente tem uma grande dificuldade, porque muitas coisas que a gente legisla tem impacto orçamentário, então só pode ser feito pelo Executivo. Então, essa Casa tem um dever constitucional de representar a cara das pessoas do DF e fiscalizar”, afirma a distrital.
E é isso que ela diz ter feito. Por ser enfermeira de formação, a deputada se empenhou em acompanhar os serviços público de saúde, que ela diz estarem comprometidos pela falta de gestão, principalmente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), que, em sua opinião, estaria tendo um papel desnecessário dentro da prestação de serviço.

“Às vezes não se sabe de onde está vindo o atendimento, o dinheiro do Iges é um dinheiro da Secretaria de Saúde, o Iges trabalha para a Secretaria de Saúde, então, a gente não entende a necessidade de ter um ente com o próprio dinheiro, um ente que não tem sido uma referência e não tem dado a resposta para que ele foi contratado”, destaca Dayse.
Ele ressaltou ainda que além de não oferecer o serviço para o qual foi contratado, o Iges-DF também limitou alguns serviços de saúde, como é o caso dos atendimentos oncológicos que só são prestados pelo instituto. “Os contratos, por exemplo, ele [Iges] subcontrata outro serviço, terceiriza. Por exemplo, a questão das ambulâncias são contratos que não são cumpridos e contratos muito altos, então a gente está indo para diversos aditivos e a gente não entende. Por isso, acho que o dever dessa Casa é o de buscar transparência, porque com saúde não se brinca, saúde é algo muito sério as pessoas não têm conseguido atendimento”, explica.
A deputada também falou sobre a situação do transporte público, que em sua constatação está cada dia pior e comprometendo a vida do cidadão brasiliense.

“É necessário pensar Brasília para a periferia de Brasília, para os brasilienses, e não para os grupos políticos. A mobilidade é um dos grandes gargalos que a gente tem também e que passa pela transparência, pelo orçamento. Quando a gente tem, por exemplo, prestadores de serviços que muitas vezes tem as suas dívidas perdoadas, que não tem transparência, que os contratos são repactuados e a gente não vê isso se reverter na ponta em uma política pública, quando não alcança as pessoas que mais precisam, a gente tem que repensar no que a gente está fazendo de política, porque política não é isso”, crítica a distrital.
A deputada, que também é Procuradora Especial da Mulher (PEM), aproveitou o espaço durante a entrevista ao TaguaCei, para convidar a população a acompanhar seu trabalho na Câmara Legislativa a fim de poder conferir as conquistas que seu mandato tem obtido nos últimos anos.
“Esta Casa tem o dever de fiscalizar, e é isso que nós estamos fazendo aqui. Por isso, peço a todos que nos acompanhe, veja nossos projetos, eu como procuradora da Mulher também tenho travado essa luta das mulheres, essa luta para que a mulher possa viver em segurança, para a mulher conseguir um trabalho digno. Nossa luta de fiscalizar, de colocar emendas, colocar recursos, a gente tem colocado recursos na saúde, fizemos o projeto do Primeiro Emprego, então, são muitos projetos, continuem nos acompanhando”, orienta.
Veja abaixo a entrevista da deputada na íntegra.
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