
Interventor federal, Ricardo Cappelli, na entrevista coletiva de apresentação do novo secretário de Segurança Pública do DF — Foto: Reprodução/TV Globo
Interventor federal, Ricardo Cappelli, na entrevista coletiva de apresentação do novo secretário de Segurança Pública do DF — Foto: Reprodução/TV Globo
O interventor federal na segurança pública do Distrito Federal, Ricardo Cappelli, adiou, para sexta-feira (27), a entrega de um relatório sobre os atos golpistas cometidos por bolsonaristas radicais em Brasília ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em 8 de janeiro, terroristas invadiram e depredaram as sedes dos três poderes (relembre abaixo).
A previsão inicial era de que o documento seria entregue nesta quinta-feira (26) mas, segundo a assessoria de Cappelli, a data foi revista. De acordo com o interventor, o objetivo é apurar mais detalhes sobre os ataques ocorridos na sede do Supremo Tribunal Federal (STF). Imagens divulgadas na quarta-feira (26) mostram, com mais detalhes, a depredação cometida no local.
O documento a ser entregue a Moraes, relator dos inquéritos que apuram os atos golpistas no STF, deve trazer relatórios das forças de segurança sobre o caso, além de conclusões que podem auxiliar nas investigações.
Na quarta-feira, durante o anúncio do nome de Sandro Avelar como novo secretário de Segurança Pública do DF, Cappelli comentou sobre o relatório e disse que a finalização do documento exige cautela.
“É o excesso de zelo, porque é um relatório no qual nós estamos procurando responder algumas perguntas, a partir do levantamento de uma série de documentos que a gente deve à sociedade e à história do Brasil”, disse.
“Então, é o zelo pelo cuidado com a informação, para poder levar a informação mais precisa para a sociedade, é uma responsabilidade nossa com a sociedade e com a história.”
Um dos pontos que faz parte do documento, antecipado pelas jornalistas Isabela Camargo e Andréia Sadi, da GloboNews, é o aumento no número de pessoas no acampamento golpista em frente ao Quartel-General do Exército, nos dias logo antes dos ataques.
Segundo o blog de Andréia Sadi, na sexta-feira, 6 de janeiro, cerca de 300 pessoas estavam no acampamento. No sábado (7), o número saltou para 3.800 pessoas.
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