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PT-DF representa contra Ibaneis no MPE por propaganda antecipada

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O PT DF ingressou, na quarta-feira (24), com uma representação no Ministério Público Eleitoral (MPE-DF) contra o governador Ibaneis Rocha (MDB), sob a acusação de o emedebista ter realizado propaganda eleitoral antecipada em uma agenda oficial. O documento também é assinado pela deputada federal Erika Kokay (PT-DF) e pelos distritais Arlete Sampaio (PT) e Chico Vigilante (PT).

De acordo com os políticos da legenda, o governador do DF teria declarado “me espera em 2022” durante inauguração em Brazlândia

Caio Barbiere

Rafaela Felicciano/Metrópoles

O diretório regional dos Partidos dos Trabalhadores (PT) ingressou, na última quarta-feira (24/02), com uma representação no Ministério Público Eleitoral (MPE-DF) contra o governador Ibaneis Rocha (MDB), sob a acusação de o emedebista ter realizado propaganda eleitoral antecipada em uma agenda oficial. O documento também é assinado pela deputada federal Erika Kokay (PT-DF) e pelos distritais Arlete Sampaio (PT) e Chico Vigilante (PT).

De acordo com a denúncia, no início de fevereiro, o titular do Palácio do Buriti teria anunciado as pretensões de disputar o próximo pleito eleitoral durante a inauguração de obras em Brazlândia: “Como diz Bolsonaro, ‘Me espera em 2022′”.

Na peça, o Partido dos Trabalhadores reproduz textos da imprensa com a fala do chefe do Executivo, o qual “valeu-se das palavras para confirmar uma suposta intenção de se candidatar à reeleição”.

A oposição alega que, de acordo com a legislação eleitoral, “o abuso de poder político configura-se quando o agente público, valendo-se da sua condição funcional, desequilibra a disputa em benefício da própria candidatura ou de outra pessoa”.

Na ocasião das inaugurações, de acordo com a representação, teria havido a propagação de discurso político sobre a necessidade de continuidade da gestão Ibaneis, como forma de manter os benefícios à comunidade de Brazlândia. Segundo a representação, houve a utilização de bens e servidores públicos para a realização do evento com “nítido intuito de favorecimento da sua campanha eleitoral”.

Caso a representação seja acolhida, o MPE-DF deve ouvir o titular do Palácio do Buriti antes de decidir se apresenta ou não uma ação judicial contra o chefe do Executivo local. A sanção para campanha antecipada pode ser multa até a inelegibilidade do governador.

Metrópoles

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Jeová Rodrigues

Jornalista

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