
Filas de cirurgias pediátricas viram alvo de ação da Defensoria do DF
Ação civil pública foi ajuizada por conta do déficit no atendimento do SUS. De acordo com o Defensoria do DF, mais 3,5 mil crianças aguardam consultas iniciais com cirurgiões

O caos na saúde pública do Distrito Federal ganhou novo episódio. O Núcleo de Assistência Jurídica de Defesa da Saúde, da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), ajuizou uma ação civil pública, pedindo a regularização das filas de cirurgias pediátricas do Sistema Único de Saúde (SUS).
A petição inicial do processo foi entregue para a 5ª Vara da Fazenda Pública. A Defensoria informou que, entre janeiro de 2021 e maio de 2022, foram ajuizadas 13 ações individuais, por conta do déficit no atendimento e que, diante do cenário, decidiu entrar com a ação civil pública, com obrigação de fazer, “para que se regularizem as filas de crianças aguardando o atendimento”.
Atualmente, de acordo com a DPDF, Brasília tem longas filas: são mais 3,5 mil crianças aguardando consultas iniciais com cirurgiões; pouco mais de 1.091 estão com solicitações de procedimentos cirúrgicos pendentes; e cerca de 4,6 mil esperam algum tipo de atendimento na especialidade.
Ainda segundo a Defensoria Pública, os casos mais graves da prioridade amarela estão aguardando há mais de dois anos pela consulta inicial e mais dois anos até a realização do procedimento. Enquanto isso, pacientes de prioridade azul, chegam a esperar cinco anos pelo tratamento.
No pedido encaminhado à Justiça do DF, a defensoria pede que seja apresentado um plano de ação “destinado a implementar medidas de controle e incremento da eficiência na realização de cirurgias pediátricas”. O órgão também quer que sejam cumpridas as seguintes disposições:
- Consultas para a classificação de risco “vermelha” e esgotar a fila de espera no prazo de 60 dias, bem como manter tal classificação de risco com lista de espera máximo de 10 dias;
- Consultas para a classificação de risco “amarela” e esgotar a fila de espera no prazo de 180 dias, bem como manter tal classificação de risco com lista de espera máximo de 30 dias;
- Consultas para a classificação de risco “verde” no prazo de 270 dias e manter tal classificação de risco com lista de espera máxima de 60 dias;
- Consultas para a classificação de risco “azul”, caso existam, no prazo de 360 dias, e manter tal classificação de risco com lista de espera máxima de 100 dias;
- Realização de cirurgia para a classificação de risco “vermelha”, no prazo de 60 dias, e manter tal classificação de risco com lista de espera máxima de 30 dias;
- Realização de cirurgia para a classificação de risco “amarela” e esgotar a fila de espera no prazo de 180 dias, bem como manter tal classificação de risco com lista de espera máximo de 60 dias;
- Realização de cirurgia para a classificação de risco “verde”, no prazo de 270 dias e manter tal classificação de risco com lista de espera máxima de 100 dias;
- Realização de cirurgia para a classificação de risco “azul”, no prazo de 360 dias e manter tal classificação de risco com lista de espera máxima de 180 dias.
O Correio entrou em contato com o GDF para saber o posicionamento sobre o assunto, mas até a última atualização desta matéria, não obteve retorno. O espaço segue aberto para esclarecimentos. A reportagem também tentou contato com a DPDF para saber quando a ação foi ajuizada e aguarda resposta.
Fonte: Correio Braziliense
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