O governo Lula (PT) autorizou nesta terça (28) a transferência de cerca de dez presos do Comando Vermelho para presídios federais de segurança máxima. A iniciativa ocorreu após um pedido do governador fluminense, Cláudio Castro (PL), ao ministro Rui Costa (Casa Civil), durante uma reunião convocada pelo governo federal.
A transferência acontece no mesmo dia da megaoperação policial que matou mais de 60 pessoas no Rio de Janeiro. A facção era o principal alvo da ação.
Castro participou de uma parte da reunião por ligação telefônica. Segundo relatos de dois participantes, esse foi o primeiro pleito do governador sobre a megaoperação. Rui Costa consultou, então, a possibilidade da transferência com representantes do Ministério de Justiça e Segurança Pública, que deram o aval. Dessa forma, foi autorizada a transferência.
Além disso, de acordo com esses auxiliares de Lula, não foi discutida a possibilidade de decretar GLO (Garantia da Lei e da Ordem) no encontro. Esses dois interlocutores afirmam que está descartado neste momento, mas afirmam que o Executivo não se opõe a decretar isso caso julguem necessário num segundo momento.
Eles reforçam, no entanto, que qualquer decisão será tomada pelo presidente Lula, que está retornando a Brasília nesta noite após viagem internacional. Uma reunião entre o petista e auxiliares mais próximos deverá ocorrer na manhã desta quarta (29) para discutir os desdobramentos da operação e eventual atuação do Executivo.
No encontro, ficou definido que Rui Costa e o ministro Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) devem viajar ao Rio de Janeiro nesta quarta (29) para acompanhar a situação de perto e discutir junto ao governo estadual o que poderá ser feito daqui para frente.
A reunião desta terça, de última hora, foi realizada entre o presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB) e os ministros Costa, Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Macaé Evaristo (Direitos Humanos), Sidônio Palmeira (Secom) e Jorge Messias (AGU), além do secretário-executivo do Ministério da Justiça, Manoel Carlos de Almeida Neto.
Em nota, o Planalto informou que as forças policiais e militares federais reiteraram que não houve qualquer consulta ou pedido de apoio por parte do governo do RJ, como havia insinuado mais cedo Castro.
Durante a megaoperação, o governador do Rio acusou o governo federal de não oferecer apoio às ações policiais. Segundo ele, o governo Lula teria negado três pedidos de ajuda com blindados.
Antes da nota do Planalto, Lewandowski, já havia rebatido as informações em uma entrevista coletiva dizendo não ter recebido solicitação relacionada à operação em curso. Ele ainda classificou a operação como “bastante cruenta”.
Integrantes do governo Lula acusaram Castro de fazer exploração eleitoral ao atacar o Executivo federal e o acusaram de ser oportunista. Eles ainda classificaram a ação policial de desastrosa. Dois auxiliares do petista afirmaram que não houve preparação nem coordenação do governo estadual;
Ao mesmo tempo, membros do governo federal usaram a megaoperação para cobrar celeridade do Congresso Nacional na análise de matérias enviadas pelo Planalto na área de segurança pública e que estão parados, sendo a principal delas a PEC da Segurança Pública.
No momento, o presidente Lula está retornando de sua visita oficial ao continente asiático. Enquanto isso, Alckmin segue como presidente em exercício. A previsão é de que o petista chegue ao Brasil à noite.
Até agora, a operação mais letal da história do Rio era o massacre do Jacarezinho, em maio de 2021, com 28 mortos, entre eles um policial. Três das quatro ações mais violentas da história fluminense foram realizadas sob Castro.
De acordo com o governo estadual, o objetivo da ação era conter a expansão territorial da facção criminosa Comando Vermelho. A intenção era cumprir 69 mandados de prisão em 180 endereços. Castro afirmou que trata-se da maior operação da história das forças de segurança do estado.
Com informações do Jornal de Brasília
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