Casa Economia No trimestre, desemprego se mantém em 5,6% e repete mínima histórica
Economia

No trimestre, desemprego se mantém em 5,6% e repete mínima histórica

Compartilhar
Compartilhar

O número de trabalhadores com carteira assinada renovou recorde na série histórica, com 39,2 milhões de pessoas atuando na formalidade

taxa de desemprego no Brasil se manteve em 5,6% no trimestre encerrado em setembro e repetiu a mínima histórica registrada no intervalo terminado em agosto. A variação segue no patamar mais baixo desde 2012, início da série histórica.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (31/10).

Entre os trimestres comparáveis, o desemprego era de 5,8% no trimestre encerrado em junho e de 6,4% no mesmo período do ano passado, de acordo com a Pnad Contínua.

Segundo a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, “o nível da ocupação em patamares elevados nos últimos meses, indica a sustentabilidade da retração do desemprego ao longo de 2025”.

Desemprego cai e emprego sobe

A população desocupada (quem não estava trabalhando e procurava por emprego) caiu para o menor patamar da série histórica, recuando 3,3% no trimestre. Em relação ao mesmo período de 2024, recuou 11,8% (menos 809 milhão de pessoas). Ao todo, são 6,04 milhões de desempregados no país.

Do outro lado da balança, a população ocupada (ou seja, em idade apta para trabalhar) se manteve estável, com 102 milhões de pessoas empregadas, enquanto o nível da ocupação ficou em 58,7%, sem variação significativa no trimestre (58,8%) e subindo 0,3 p.p. (58,4%) no ano.

Já o número de empregados com carteira assinada renovou seu recorde, chegando a 39,229 milhões, com estabilidade no trimestre e alta de 2,7% (mais 1,0 milhão de pessoas) no ano.

O número de empregados sem carteira no setor privado, no entanto, também se manteve estável, com 13,5 milhões de pessoas no trimestre e recuou 4,0%, menos 569 mil pessoas, no ano. O número de empregados no setor público (12,8 milhões) ficou estável no trimestre e subiu 2,4% (mais 299 mil pessoas) no ano.

A taxa de subutilização (13,9%) é a mais baixa da série histórica da Pnad Contínua. Os subocupados por insuficiência de horas trabalhadas recuaram para 4,535 milhões, o menor contingente desde o trimestre encerrado em abril de 2016.

A população fora da força de trabalho (65,9 milhões) cresceu nas duas comparações: 0,6% (mais 423 mil pessoas) no trimestre e 1,2% (mais 750 mil pessoas) no ano.

Força de trabalho potencial

A força de trabalho potencial recuou para 5,2 milhões, menor número desde o trimestre encerrado em dezembro de 2015. Durante a pandemia, no trimestre de maio a julho de 2020, esse indicador havia chegado ao seu auge: 13,8 milhões.

Já a população desalentada (quem desistiu de procurar emprego devido à dificuldade em encontrá-lo) caiu para 2,637 milhões, depois de ter atingido seu maior valor (5,829 milhões) no trimestre de janeiro a março de 2021.

O número de trabalhadores por conta própria ficou estável no trimestre, com 25,9 milhões de pessoas e cresceu 4,1% (mais 1 milhão) no ano.

A taxa de informalidade foi de 37,8% da população ocupada ou 38,7 milhões de trabalhadores informais, repetindo os 37,8 % do trimestre anterior e abaixo dos 38,8 % do trimestre encerrado em setembro de 2024.

Confira os principais destaques da Pnad Contínua:

Nível de ocupação: 58,7%
População ocupada: 102 milhões
Taxa de subutilização: 13,9%
População subutilizada: 15,8 milhões
População desalentada: 2,6 milhões
Empregados no setor privado: 52,7 milhões (recorde da série)
Empregados com carteira de trabalho no setor privado: 39,2 milhões (novo recorde)
Empregados sem carteira de trabalho no setor privado: 13,5 milhões (estável)
Empregados no setor público: 12,8 milhões
Trabalhadores por conta própria: 25,9 milhões
Taxa de informalidade: 37,8%
Trabalhadores informais: 38,7 milhões

Rendimentos

Os empregados receberam, em média, R$ 3.507 no trimestre. O IBGE classifica isso como rendimento médio habitual, que ficou estável no trimestre e cresceu 4% no ano.

A massa de rendimento, soma dos valores recebidos por todos os trabalhadores, totalizou R$ 354,6 bilhões. A massa manteu estabilidade no trimestre e 5,5% no ano.

Com informações do Metrópoles

Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Compartilhar

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Artigos Relacionados

Imposto de Renda 2026: entrega da declaração começa em 23 de março. Veja regras

Contribuintes com rendimentos acima de R$ 35 mil devem declarar; atraso pode...

Projeção para a inflação em 2026 dispara e mercado prevê Selic a 12,25%

Mediana das expectativas para o IPCA volta a ficar acima dos 4%...

Após abrir em alta, preço do petróleo cai mas segue acima dos US$ 100

Tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã elevam preços do petróleo e...

Selic sob pressão: o que esperar da decisão do Copom nesta semana?

O Banco Central realiza, nesta semana, a segunda reunião do ano do...