TaguaCei — Christa Pike, condenada à pena de morte nos Estados Unidos, sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal realizada na noite desta quarta-feira (30), no Tennessee. Ela foi posteriormente transferida para uma unidade médica externa, segundo o Departamento de Correções do estado.
Pike seria a primeira mulher executada no Tennessee em cerca de 200 anos. O caso ganhou repercussão internacional depois que o procedimento não teve o desfecho esperado pelas autoridades.
Em comunicado, o Departamento de Correções do Tennessee afirmou que seguiu o protocolo oficial de execução e que não são previstos procedimentos adicionais além daqueles estabelecidos. A instituição informou ainda que a substância utilizada na injeção letal é considerada eficaz dentro do protocolo adotado pelo estado.
Segundo testemunhas que acompanharam o procedimento, a cortina que separava a sala da imprensa da área onde estava Pike foi fechada às 19h46 e reaberta três minutos depois. Mesmo após esse intervalo, jornalistas relataram que era possível ouvir a mulher roncando.
A cortina teria sido fechada novamente às 20h06, enquanto os ruídos continuavam sendo ouvidos. Às 20h53, o microfone utilizado para acompanhar o procedimento foi desligado, e os jornalistas foram orientados a deixar o local.
Advogados afirmam que mulher permaneceu consciente
Após a tentativa de execução, os advogados de Pike afirmaram que ela não havia perdido a consciência e que ainda apresentava batimentos cardíacos. Segundo a defesa, duas injeções letais haviam sido administradas.
Os advogados também solicitaram que Pike recebesse atendimento médico. Posteriormente, o Departamento de Correções confirmou que ela foi levada para uma unidade médica externa.
Condenação por crime cometido em 1995
Christa Pike foi condenada à morte pelo assassinato de sua colega Colleen Slemmer, cometido em 1995. Ela permaneceu aproximadamente três décadas no corredor da morte aguardando a execução.
Pouco antes do horário inicialmente previsto para o procedimento, a Suprema Corte dos Estados Unidos havia derrubado uma suspensão da execução que tinha sido concedida cerca de uma hora antes.
O caso volta a colocar em evidência os procedimentos relacionados à pena de morte nos Estados Unidos, especialmente em relação à execução por injeção letal.
O Departamento de Correções do Tennessee informou que o protocolo foi seguido durante a tentativa de execução e confirmou posteriormente a transferência de Pike para atendimento médico.
Fonte: Metrópoles



