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Após bronca de Lula, ministro culpa juros altos por atraso em plano habitacional para classe média

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Ministro das Cidades participou, nesta sexta (1º/8), da entrega de 1.876 unidades do programa Minha Casa Minha Vida. Atraso na ampliação do plano habitacional para classe média foi apontado publicamente por Lula

O ministro das Cidades, Jader Filho, explicou nesta sexta-feira (1º/8) que o atraso na criação de um programa habitacional para atender famílias de classe média alta (renda entre R$ 8 mil e R$ 12 mil) deve-se à falta de recursos na poupança para crédito imobiliário.

“Temos que buscar a classe média, que tem hoje dificuldade de alcançar financiamento devido à questão da taxa de juros estar muito elevada. A poupança tem tido uma migração muito forte dos recursos da poupança e, com isso, estão faltando recursos para financiamento para a classe média”, apontou Jader Filho.

As explicações do ministro sobre o atraso na ampliação da iniciativa deveu-se a uma cobrança feita publicamente pelo presidente Lula, durante a cerimônia de entrega de 1.876 unidades habitacionais do MCMV em seis cidades de diferentes regiões do país.

“Fizemos a reunião em 24 de junho, me pediram 30 dias para apresentar a proposta definitiva. Já estamos no mês de agosto, tanto você, Jader, como o Carlos, como a Inês (Magalhães, vice-presidente de Habitação da Caixa), como o Rui Costa, que está ouvindo aqui, como o presidente do Banco Central, me devem uma resposta porque já dobrou a data”, cobrou o chefe do Executivo.

Retirada do dinheiro na popança

Na justificativa do ministro Jader Filho, o fato de a taxa básica de juros estar “muito elevada” (15% ao ano) faz com que haja uma “migração muito forte dos recursos da poupança” para outras aplicações financeiras mais rentáveis. As decisões sobre a Selic são tomadas pelo Banco Central — órgão com operação independente do governo. 

Além da opção das famílias de classe média alta para destinar a renda a investimentos mais rentáveis, o ministro das Cidades defendeu que 80% de recursos da poupança sejam utilizados para crédito habitacional.

“O Ministério das Cidades entende que do valor que está sendo discutido pelo Banco Central, pelo menos 80% devem permanecer para a habitação e que nós tenhamos um limite na taxa de juros. Os juros não podem ficar liberados”, pontuou.

Atualmente, os recursos da poupança são divididos: 65% dos depósitos da poupança vão para o crédito imobiliário, 20% ficam retidos no Banco Central como depósitos compulsórios e os outros 15% podem ser usados pelos bancos.

Com informações do Correio Braziliense

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