Segundo artigo publicado pelo portal Brasília Capital nesta quarta-feira (2), a professora aposentada Lúcia Iwanow faz um alerta sobre a crescente naturalização da violência no debate político brasileiro. Para a autora, a busca por audiência e o uso de discursos agressivos têm contribuído para transformar a barbárie em espetáculo.
No texto, Iwanow afirma que, após o governo Bolsonaro, teria ganhado força uma forma de disputa política marcada por ataques pessoais, disseminação de informações falsas e discursos cada vez mais agressivos. Na avaliação da autora, parte da imprensa também contribui para esse ambiente ao dar espaço, em horários de grande audiência, a candidatos que utilizam acusações e propostas violentas para conquistar visibilidade.
Violência como proposta política
Um dos principais pontos levantados no artigo é a transformação da violência em promessa eleitoral. A autora critica discursos que defendem que criminosos sejam retirados de circulação “em pé ou deitado”, interpretando esse tipo de declaração como uma defesa de práticas que poderiam resultar em execuções extrajudiciais.
Para Iwanow, quando a eliminação de pessoas passa a ser apresentada como política de segurança pública, ocorre uma perigosa banalização da violência.
O artigo também recupera a chamada “Operação Contenção”, realizada em outubro de 2025 nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. Segundo o texto, a operação terminou com 121 mortos, entre civis e policiais, e continua sendo utilizada no debate público como exemplo de enfrentamento à criminalidade.
A autora questiona ainda a lógica de concentrar o combate ao crime nas populações mais pobres, enquanto estruturas financeiras e organizações responsáveis por esquemas sofisticados de lavagem de dinheiro permanecem mais distantes da atenção cotidiana.
O perigo da banalização
Para Iwanow, a repetição de imagens e discursos violentos pode fazer com que situações antes consideradas inaceitáveis passem a ser vistas como normais.
A autora argumenta que, quando a mentira é utilizada como estratégia política, a difamação se transforma em entretenimento e a violência passa a ser apresentada como solução para problemas sociais, o país corre o risco de perder referências básicas de convivência democrática.
O alerta central do artigo é de que a disputa eleitoral não deveria transformar a violência em produto de consumo ou ferramenta de mobilização política. Para a autora, o Brasil precisa discutir segurança pública com políticas capazes de enfrentar o crime organizado sem abrir mão do Estado de Direito e do respeito à vida.
O texto conclui defendendo que a sociedade precisa reagir à normalização da violência antes que discursos cada vez mais extremos sejam tratados como parte natural do debate político.
🖋️ Edição: Ceilândia em Alerta e Jornal TaguaCei
Nota de transparência: 🤖 Esta reportagem foi produzida com auxílio de inteligência artificial para organização, reescrita e aprimoramento das informações, tendo como base o artigo publicado pelo Brasília Capital. O conteúdo passou por revisão e edição antes da publicação.



