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Aprovação da isenção do IR foi “primeiro passo” para discutir reforma da renda , diz Lira

Projeto aprovado por unanimidade pela Câmara dos Deputados isenta até R$ 5 mil e abre espaço para negociação de reforma maior

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O deputado Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara dos Deputados, afirmou que a aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil foi “o primeiro passo para que nós iniciemos a discussão verdadeira da reforma da renda”. 

Em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, Lira – que foi o relator da proposta aprovada nesta quarta-feira (1) – negou que a votação tenha sido uma resposta ao desgaste político gerado pela “PEC da Blindagem”. Segundo ele, o calendário já estava definido havia meses e foi mantido com “serenidade” pelo atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), apesar do “ambiente que não estava tão tranquilo na Casa”.

“Não foi oportunismo”, diz Arthur Lira

Questionado se a votação foi apressada para gerar uma agenda positiva, o ex-presidente da Câmara rechaçou a hipótese e afirmou  que “a gente não pode tratar esse assunto como um projeto que tira da gaveta hoje para botar na pauta amanhã. A gente pode chamar de ‘PL do oportunismo’”.

Ele ressaltou que o projeto seguiu um cronograma pré-estabelecido: o relatório havia sido aprovado em julho na comissão especial e a votação em plenário já estava prevista para o fim de setembro, sendo realizada em 1º de outubro.

Aprovação unânime e diálogo político

Lira destacou o que classificou como um “momento histórico” pela unanimidade conquistada tanto na comissão quanto no plenário. “O texto foi aprimorado para melhor. Ele chegou com ação arrecadatória, hoje ele é neutro”, explicou. Segundo o deputado, das 102 emendas apresentadas, apenas três ou quatro foram acatadas parcialmente, com ajustes pontuais para evitar dúvidas de interpretação. O processo, afirmou, contou com negociação intensa entre líderes partidários, governo e Receita Federal.

Debate em torno da PEC da Blindagem

Ao comentar a polêmica sobre a “PEC da Blindagem”, Lira disse não concordar com parte relevante do texto, mas que votou a favor e assume sua posição. Para ele, a proposta foi importante para garantir a liberdade de expressão dos parlamentares e discutir o que classificou como “interferência crescente de um poder sobre o outro”, situação que, segundo o deputado, “não valoriza a democracia”.

*Com informações do Brasil 247

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Angelo Marcio

Assistente Social, Consultor PCD de Acessibilidade e Produtor Cultural.

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