Ataque de Trump e dos irmãos Bolsonaro ao Pix facilitará a vitória de Lula

O Pix é amado pelos brasileiros de esquerda, de centro e de direita, assim como pelos ricos e pobres

Num país polarizado e marcado por profundas divisões políticas, ideológicas e sociais, o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central tornou-se uma unanimidade nacional. O trabalhador que recebe seu salário, o pequeno comerciante da periferia, o empreendedor, o profissional liberal, o estudante, o aposentado e até os grandes empresários utilizam diariamente uma ferramenta que revolucionou a circulação de dinheiro no Brasil.

O motivo é simples: o Pix funciona.

E funciona porque nasceu para servir à população, não aos interesses dos intermediários financeiros. Pela primeira vez na história brasileira, milhões de pessoas passaram a ter acesso a um sistema de pagamentos gratuito, instantâneo, disponível 24 horas por dia e sem as tarifas que enriqueceram durante décadas bancos e operadoras de cartões.

O Pix democratizou o dinheiro.

Reduziu custos, ampliou a inclusão financeira, facilitou a vida dos pequenos negócios e aumentou a eficiência da economia nacional. Em poucos anos, tornou-se uma das maiores inovações financeiras do planeta e um exemplo estudado por diversos países.

É justamente por isso que ele incomoda.

O governo de Donald Trump decidiu transformar o Pix em alvo político e econômico. O motivo não é difícil de compreender. O sucesso do sistema brasileiro ameaça interesses bilionários de gigantes internacionais dos meios de pagamento, como Visa e Mastercard, assim como outras empresas acostumadas a cobrar taxas elevadas de comerciantes e consumidores em todo o mundo.

Quando uma pessoa faz um Pix, que pode ser feito de forma recorrente, ela não paga anuidade. Não paga mensalidade. Não paga tarifa. Não paga comissão.

Esse modelo representa uma ruptura com uma indústria global construída justamente sobre a cobrança dessas taxas.

O que está em jogo, portanto, não é apenas um sistema de pagamentos. É uma disputa entre dois modelos. De um lado, um instrumento público, eficiente e gratuito. Do outro, interesses privados internacionais que lucram com cada transação realizada.

Por isso são tão preocupantes as ameaças vindas dos Estados Unidos. Fala-se em monitoramento externo, restrições e mecanismos de pressão que poderiam comprometer o funcionamento de um sistema que pertence exclusivamente ao Brasil.

Nenhum país soberano deveria aceitar esse tipo de interferência.

Mas o aspecto mais grave dessa história talvez seja outro.

É a existência de brasileiros dispostos a colaborar com essa ofensiva.

A família Bolsonaro construiu ao longo dos últimos anos uma relação de alinhamento político quase automático com Donald Trump. Agora, quando o presidente norte-americano escolhe atacar um dos maiores patrimônios tecnológicos e financeiros já criados pelo Brasil, os brasileiros observam atentamente de que lado cada liderança política pretende ficar. Os irmãos Bolsonaro estão com Trump. O presidente Lula está ao lado de todos os brasileiros, mesmo daqueles que, por preconceito ou desinformação, ainda não votam nele.

A população pode divergir sobre impostos, sobre política econômica, sobre costumes ou sobre qualquer outro tema. Mas dificilmente aceitará ataques a uma ferramenta que se tornou parte do cotidiano nacional.

O Pix não pertence à esquerda.

O Pix não pertence à direita.

O Pix não pertence ao governo.

O Pix pertence ao povo brasileiro.

E é justamente por isso que qualquer tentativa de enfraquecê-lo tende a produzir uma reação política poderosa.

Donald Trump talvez não compreenda a dimensão simbólica que o Pix adquiriu no Brasil. Os irmãos Bolsonaro aparentemente também não.

Ao transformar o sistema em alvo, acabam oferecendo ao presidente Lula uma bandeira que dialoga com toda a sociedade brasileira: a defesa da soberania nacional, da inovação tecnológica e dos interesses concretos da população.

Não existe campanha eleitoral mais eficaz do que aquela que consegue conectar uma ideia abstrata — a soberania — com um benefício concreto vivido diariamente por milhões de pessoas.

O Pix é exatamente isso.

Todos usam. Todos conhecem. Todos aprovam.

Por essa razão, o ataque ao Pix pode acabar produzindo um efeito político oposto ao desejado por seus adversários. Em vez de enfraquecer o governo brasileiro, tende a reforçar o sentimento nacional de defesa de uma conquista coletiva.

A eleição de 2026 já se aproxima. Muitos outros temas surgirão até lá. Mas alguns símbolos permanecem.

O Pix já se tornou um deles.

E quem decidir atacá-lo corre o risco de descobrir que está enfrentando não um governo, não um partido, mas a esmagadora maioria dos brasileiros.

O Pix é nosso.

E continuará sendo porque os brasileiros, agora, tendem a repudiar ainda mais a traição nacional representada pelos irmãos Bolsonaro e seus aliados. Em 2026, é fundamental reeleger o presidente Lula para que o Brasil siga sendo um país soberano – e assim será.

247

Quer ficar por dentro do que acontece em Brasília, no Brasil e no mundo? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

  • Isenção do IR tem aprovação histórica na Câmara

    Isenção do IR tem aprovação histórica na Câmara

    Em votação unânime, deputados avalizam benefício para quem ganha até R$ 5 mil e taxa super-ricos. Texto segue agora para o Senado Depois de quase sete meses de tramitação, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil foi aprovada pelo plenário da Câmara, nesta quarta-feira à noite, por unanimidade: 493…


  • Motta aciona Itamaraty após Israel deter deputada em flotilha para Gaza

    Motta aciona Itamaraty após Israel deter deputada em flotilha para Gaza

    Luizianne Lins (PT-CE) estava com outros brasileiros em barco interceptado pela Marinha de Israel ao tentar levar ajuda humanitária para a Faixa de Gaza O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou nesta quarta-feira (1º/10) que acionou o Ministério das Relações Exteriores assim que soube da detenção da deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) pela Marinha de…


  • Governo descarta novo Concurso Unificado em 2026a

    Governo descarta novo Concurso Unificado em 2026a

    Em entrevista ao programa Bom dia, Ministra, Esther Dweck afirmou que, para o próximo ano, está prevista a convocação de excedentes de outros concursos em andamento Às vésperas da realização das provas da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), no próximo domingo, a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck,…


  • Quem pode ser responsabilizado nos casos de intoxicação por metanol

    Quem pode ser responsabilizado nos casos de intoxicação por metanol

    Especialistas apontam que toda a cadeia de fornecimento de bebidas pode ser responsabilizada por intoxicações por metanol, com sanções cíveis e criminais que vão de indenizações a penas de prisão Casos de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas no estado de São Paulo têm gerado preocupação em todo o país. A substância…


  • Policiais penais do DF são alvo de operação que apura fraude em concurso

    Policiais penais do DF são alvo de operação que apura fraude em concurso

    Cinco pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (2/10) em operação da Polícia Civil do DF A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2/10), a terceira fase da operação Reação em Cadeia, que investiga fraudes no concurso da Polícia Penal do DF. A ofensiva foi conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor)…


  • Feriado de Corpus Christi no DF tem Geraldo Azevedo, Gilsons, jazz, samba e festival de café

    Feriado de Corpus Christi no DF tem Geraldo Azevedo, Gilsons, jazz, samba e festival de café

    Geraldo Azevedo — Foto: Divulgação O feriado de Corpus Christi está chegando e traz diversas atrações culturais de peso para os moradores do Distrito Federal aproveitarem os dias de folga. Veja o que fazer na capital entre quarta-feira (3) e domingo (7): FESTAS JUNINAS NO DF: confira lista dos ‘arraiás’ de 2026 Geraldo Azevedo desembarca em Brasília com a…


  • Pesquisa Vox aponta virada de Lula sobre Flávio Bolsonaro no 2º turno

    Pesquisa Vox aponta virada de Lula sobre Flávio Bolsonaro no 2º turno

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026, com vantagem de 6,5 pontos percentuais, segundo levantamento do Instituto Vox Brasil divulgado nesta sexta-feira (5) pela Exame. No confronto direto, Lula soma 47,8% das intenções de voto, contra 41,3%…


  • Lula vê Alcolumbre isolado após derrota de Messias e alerta sobre pautas-bomba no Congresso

    Lula vê Alcolumbre isolado após derrota de Messias e alerta sobre pautas-bomba no Congresso

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi alertado por integrantes da articulação política do governo sobre o risco de avanço de pautas-bomba no Congresso Nacional, especialmente no Senado, em meio ao agravamento da relação com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo informou o jornal Valor Econômico, o tema foi tratado na parte fechada…


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *