TaguaCei — Mais de 600 mil pessoas passaram pelos seis cemitérios públicos do Distrito Federal na segunda-feira (2/11), durante o Dia de Finados. A data foi marcada por homenagens a familiares e amigos falecidos, com visitantes levando flores, acendendo velas e participando de celebrações religiosas.
Segundo a Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), foram registrados 1.203 atendimentos nas tendas instaladas nas unidades cemiteriais. Os serviços incluíram orientações gerais, registros de ouvidoria e apoio psicossocial aos visitantes.
No Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, famílias aproveitaram o feriado para recordar momentos vividos com pessoas que partiram. Para o advogado César Freire, de 60 anos, a visita é uma oportunidade de lembrar o pai e agradecer pela convivência. A esposa dele, Luciana Elizabeth Ferreira, contou que o hábito ainda está se tornando uma tradição familiar.
A assistente administrativa Claudiene Silva Martins, de 52 anos, e a sobrinha Wemilly Brandão Martins, de 25, também mantêm o costume de visitar o túmulo de um familiar todos os anos. Claudiene contou que a tradição começou após a morte do irmão, quando a sobrinha ainda tinha seis meses.
Além dele, Claudiene visita os túmulos do filho e do pai. Apesar da dor provocada pela perda, ela considera a homenagem uma forma de manter viva a memória dos familiares.
Homenagens a Ana Lídia e aos pioneiros de Brasília
O túmulo de Ana Lídia Braga, menina de 7 anos assassinada em 1973, também recebeu visitantes. Algumas pessoas deixaram flores, velas e brinquedos no local. Nilda Ferreira Cruz, de 66 anos, contou que vai ao túmulo todos os anos e que considera a menina uma figura de devoção.
O feriado também foi ocasião para homenagens aos pioneiros que participaram da construção de Brasília. Visitantes passaram pela Praça dos Pioneiros, no Campo da Esperança, para reconhecer a contribuição daqueles que ajudaram a formar a capital.
Celebrações religiosas e lembranças dos antepassados
No Campo da Esperança, uma missa especial foi celebrada pelo bispo Dom Paulo César. Durante a cerimônia, ele destacou a esperança na vida eterna como mensagem central da fé cristã e afirmou que a morte não representa o fim da existência.
A Seicho-No-Ie também realizou celebrações dedicadas à gratidão aos antepassados. O religioso Manoel Fernandes Lima explicou que as orações são uma forma de agradecer às gerações anteriores pela vida e pelos valores transmitidos.
Na Igreja Messiânica Mundial do Brasil, o tradicional Culto às Almas dos Antepassados reuniu fiéis em uma cerimônia de homenagem e gratidão às pessoas que vieram antes. A instituição considera que a celebração ajuda a ressignificar o luto e reforçar os vínculos com as raízes familiares.
Visitas em Taguatinga e no Templo da Boa Vontade
No Cemitério de Taguatinga, famílias também aproveitaram a data para lembrar parentes falecidos. Para Luzia Aparecida, de 59 anos, este foi o primeiro Dia de Finados após a morte do marido, ocorrida quatro meses antes. Ela esteve no local acompanhada da filha e da neta.
A aposentada Marli Soares, de 69 anos, contou que costuma conversar com a mãe e a tia durante as visitas, compartilhando novidades e acontecimentos da família.
O Templo da Boa Vontade (TBV), ligado à Legião da Boa Vontade (LBV), promoveu uma programação especial com preces e homenagens. A iniciativa reuniu pessoas de diferentes tradições religiosas em um momento de reflexão e acolhimento.
A movimentação registrada neste ano também retoma a tradição de visitas aos cemitérios do Distrito Federal. Em outra publicação sobre a data, foram reunidas informações sobre a expectativa de público nos seis cemitérios. A programação religiosa e os horários de funcionamento das unidades também foram divulgados em matéria sobre o atendimento dos cemitérios e as missas de Finados.
Fonte: Correio Braziliense



