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Ações do BRB operam em queda após BC barrar compra do Master

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Um dia depois de o Banco Central barrar operação de compra do Banco Master, ações do BRB caem na Bolsa. Pela manhã, tombo superou 17%, logo nos primeiros minutos do pregão da B3, mas queda diminuiu ao longo do dia

As ações do Banco de Brasília (BRB) operam em queda, nesta quinta-feira (04/09), depois de a instituição divulgar, na noite de ontem, fato relevante informando que o Banco Central barrou a compra do Banco Master, uma novela que vem se arrastando desde março deste ano.

As ações ordinárias (com direito a voto) do banco público abriram o pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), cotadas a R$ 10,40, e chegaram a desabar 17,98%, nos primeiros minutos do pregão. Ás 10h18, eram negociadas a R$ 8,53, o piso do dia.

Mas, ao longo do pregão, o tombo foi amenizado, com os papeis sendo negociados com quedas entre 8% e 10% nas horas seguintes. Às 14h30, a ação recuava 6,39%, cotada a R$ 10,09.

Na avaliação de um analista ouvido pelo Correio, o fato de o BC ter rejeitado a compra do Master pelo BRB deveria ser positiva para o banco público, porque “evitaria um risco grande” para a instituição do Distrito Federal. “Mas o mercado não está lendo assim, está lendo que o BRB perdeu uma chance de crescer”, disse o economista, que pediu anonimato.

Enquanto isso, o Índice Bovespa (IBovespa), principal indicador da B3 e que no qual o BRB está listado, operava no azul e tentava ficar acima de 140 mil pontos, após três dias de quedas na semana. Às 14h30 aos 141.017 pontos, registrava alta de 0,83%.

Fato relevante

No comunicado ao mercado divulgado, ontem, após o fechamento dos mercados, o BRB informou que o o BC indeferiu o requerimento referente à aquisição de 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Master. “O BRB apresentou solicitação de acesso à íntegra da decisão, com o objetivo de avaliar seus fundamentos e examinar as alternativas cabíveis”, destacou o texto.

A instituição informou ainda que “reitera seu posicionamento de que a transação representa uma oportunidade estratégica com potencial de geração de valor para o BRB, seus clientes, o Distrito Federal e o Sistema Financeiro Nacional (SFN), e manterá seus acionistas e o mercado informados sobre eventuais desdobramentos relevantes, nos termos da legislação e da regulamentação aplicáveis”.

Procurado, o Banco Master informou, por meio de nota, que também “aguarda ter acesso à íntegra do documento para avaliar seus fundamentos e examinar as alternativas cabíveis sobre a decisão do Banco Central a respeito da negociação com o BRB”. “O banco continua confiante na sua estratégia e na sua operação, que fizeram com que se destacasse num mercado altamente concentrado”, acrescentou.

Operação polêmica

A aquisição do Banco Master pelo BRB vinha sendo considerada polêmico. O valor da operação girava em torno de R$ 2 bilhões e o negócio era considerado estratégico para o banco público, mas, analistas enxergavam um risco o elevado endividamento do Master.

A dívida da instituição paulista, gira em torno de R$ 50 bilhões, e o banco vinha adotando uma política agressiva no mercado, pagando rendimentos de até 140% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que acompanha a taxa básica da economia (Selic). Enquanto isso, as taxas médias dos bancos pequenos oscilavam entre 110% e 120% do CDI. 

Conforme dados do balanço do BRB, a instituição encerrou o primeiro semestre de 2025 com lucro líquido recorrente de R$ 518 milhões, “crescimento de 461,6% em relação ao mesmo período de 2024”. No segundo trimestre, o resultado recorrente foi de R$ 280,3 milhões. A base de clientes, em junho, era de 9,6 milhões de pessoas.

A autoridade monetária era a última instância necessária para chancelar a operação, anunciada, no fim de março deste ano, pelo Conselho de Administração do BRB. Defensor da fusão entre os dois bancos, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou que a decisão envolve “muitos interesses e pressões”.

“Não conhecemos ainda os fundamentos. é uma operação que envolve muitos interesses e pressões de toda a natureza”, afirmou, em entrevista à TV Globo, ao comentar a decisão do BC. 

Com informações do Correio Braziliense

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