O 46º vice-presidente serviu ao lado do presidente republicano George W. Bush por dois mandatos, entre 2001 e 2009
O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Dick Cheney morreu, nesta terça-feira (4/11), aos 84 anos. A informação foi confirmada pela família do político, mas a causa da morte não foi divulgada. O 46º vice-presidente dos EUA serviu ao lado do presidente republicano George W. Bush por dois mandatos, entre 2001 e 2009.
Cheney foi um dos figuras mais influentes e controversas da política americana nas últimas décadas. Vice-presidente durante os dois mandatos de George W. Bush, ele teve papel decisivo na formulação das políticas de segurança nacional após os ataques de 11 de setembro de 2001, incluindo a invasão do Iraque em 2003 e o endurecimento das práticas de interrogatório de suspeitos de terrorismo.
Nascido em Lincoln, Nebraska, em 1941, Richard Bruce Cheney iniciou sua carreira política no Partido Republicano nos anos 1960. Foi chefe de gabinete da Casa Branca durante o governo de Gerald Ford, deputado federal por Wyoming por seis mandatos e, entre 1989 e 1993, foi secretário de Defesa do presidente George H. W. Bush, pai de George W. Bush. Nesse período, coordenou a Guerra do Golfo, operação militar contra o Iraque após a invasão do Kuwait.
Sua trajetória também é marcada pela passagem pelo setor privado. Antes de assumir a vice-presidência, Cheney foi presidente da Halliburton, gigante do ramo de energia e defesa. A ligação com a empresa rendeu acusações de conflito de interesses e alimentou críticas sobre a influência do setor bélico nas decisões do governo americano.
Cheney teve uma longa história de problemas cardíacos, incluindo múltiplos infartos e um transplante de coração em 2012.
Com a notícia de sua morte, líderes republicanos se manifestaram. O ex-presidente George W. Bush afirmou, em nota, que Cheney foi “um conselheiro leal e um amigo inabalável”. A filha do ex-vice-presidente, Liz Cheney, ex-deputada e crítica ferrenha de Donald Trump, disse que o pai “serviu o país com coragem e convicção até o fim”.
Nos últimos anos, Cheney se tornou um dos principais críticos internos de Donald Trump dentro do Partido Republicano. Embora tenha apoiado candidatos conservadores durante décadas, ele considerava o ex-presidente uma ameaça às instituições democráticas. Em 2022, chegou a gravar um vídeo em apoio à filha, Liz Cheney, em que chamou Trump de “covarde” e “o maior perigo que já enfrentamos para a nossa República”.
A morte de Dick Cheney encerra um dos capítulos mais marcantes da política americana do século XXI. Para apoiadores, ele foi um estrategista firme em tempos de crise, que ajudou a moldar a resposta dos Estados Unidos ao terrorismo. Para críticos, simbolizou o excesso de poder do Executivo, a militarização da política externa e falta de transparência nas decisões de guerra.
Mesmo fora do cargo, Cheney permaneceu uma voz influente dentro do Partido Republicano — e um dos poucos nomes históricos da sigla a se opor publicamente a Donald Trump.
Originalmente publicado em Metrópoles
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