DF confirma 13º caso de Mpox em 2026; Brasil já soma 633 diagnósticos

Imagem ilustrativa de um homem segurando os braços com lesões na pele características da Mpox.
Foto: Getty Images/Metrópoles.

TaguaCei — O Distrito Federal confirmou o 13º caso de Mpox em 2026. O diagnóstico foi registrado na segunda-feira (2), em um morador do Guará, de 32 anos, que apresentou febre, dor de garganta, dor de cabeça e lesões na pele. No Brasil, o Ministério da Saúde contabiliza 633 casos confirmados neste ano, além de 37 prováveis, 239 suspeitos e um óbito. A doença já foi registrada anteriormente no DF, que chegou a confirmar transmissão comunitária em 2022, quando a Secretaria de Saúde informou que os casos haviam alcançado 12 registros na capital.

O paciente relatou ao Metrópoles que inicialmente suspeitou estar com amigdalite. Alguns dias depois, porém, começaram a aparecer pequenas bolhas na pele, que aumentaram de tamanho e ficaram preenchidas por um líquido semelhante a pus.

As lesões foram identificadas nas mãos, nos pés, nas costas, no peito, na cabeça e no rosto. O homem contou que chegou a tentar estourar algumas delas, mas foi orientado a não fazer isso, porque o líquido pode transmitir o vírus.

Os primeiros sintomas começaram em 26 de outubro. A confirmação da Mpox ocorreu sete dias depois, em 2 de novembro.

Paciente não sabe como ocorreu a transmissão

O morador do Guará afirmou que não sabe como contraiu a doença. Ele relatou ter tido contato com pessoas que viajaram para São Paulo e Rio de Janeiro, além de ter participado de manifestações políticas com grande concentração de pessoas.

Por receio de sofrer preconceito ou ser responsabilizado pela infecção, o paciente preferiu não divulgar sua identidade.

“Tenho medo de me expor porque sei que ainda existe muito preconceito. As pessoas podem julgar, fazer suposições sobre como contraí a doença ou até me culpar por estar infectado. Nem todo mundo entende como acontece a transmissão”, relatou.

Como ocorre a transmissão da Mpox

A Mpox é causada pelo vírus MPXV, pertencente ao gênero Orthopoxvirus. A transmissão acontece principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas.

O contágio também pode ocorrer pelo compartilhamento de roupas, toalhas, lençóis e outros objetos contaminados. O contato próximo e prolongado com secreções respiratórias também representa uma possibilidade de transmissão.

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Lesões ou erupções na pele;
  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Dores musculares;
  • Calafrios;
  • Fraqueza;
  • Aumento dos gânglios linfáticos.

As lesões podem aparecer no rosto, nas mãos, nos pés, na boca, nos órgãos genitais e em outras partes do corpo.

A pessoa infectada pode transmitir o vírus desde o início dos sintomas até que todas as lesões estejam cicatrizadas e uma nova camada de pele tenha se formado. A maioria dos pacientes se recupera em um período de duas a quatro semanas.

Diagnóstico e cuidados

A confirmação da Mpox é realizada por exame laboratorial molecular, preferencialmente com amostras coletadas diretamente das lesões. Pessoas que apresentarem sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação.

Não há medicamento específico aprovado para tratar a doença. O atendimento é direcionado ao alívio dos sintomas e à prevenção ou ao tratamento de possíveis complicações.

A orientação é evitar o contato direto com outras pessoas enquanto houver risco de transmissão, não compartilhar objetos de uso pessoal e não manipular ou estourar as lesões.

O Distrito Federal já registrou episódios de circulação do vírus em anos anteriores, o que levou a Secretaria de Saúde a reforçar orientações de prevenção e controle nas unidades de atendimento. A experiência de 2022, quando a capital confirmou transmissão comunitária, reforça a importância da identificação dos sintomas e da procura por assistência médica.

Fonte: Metrópoles.

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