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Estudo aponta avanços e desafios da descarbonização industrial no país

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Mapeamento identificou barreiras críticas em setores de difícil abatimento – como cimento, aço, vidro, alumínio e papel e celulose

Um mapeamento em 2025 do ecossistema de descarbonização da indústria brasileira promovido pela WayCarbon e pelo WRI Brasil, com financiamento do UK PACT e endosso do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), revela o cenário de oportunidades, mas também de obstáculos complexos, em especial na área de financiamento, que precisam ser superados para que o setor atinja as metas climáticas.

O estudo intitulado “Mapeamento do Ecossistema da Descarbonização Industrial no Brasil” identificou barreiras críticas nos chamados setores de difícil abatimento – como cimento, aço, vidro, químico, alumínio e papel e celulose.

Apesar da matriz energética limpa e a evolução dos processos produtivos, a transição em larga escala para uma economia de baixo carbono esbarra em desafios técnicos, financeiros e regulatórios, de acordo com o estudo, que analisou 104 pontos, entre órgãos públicos, instituições financeiras, empresas, associações e entidades da sociedade civil.Play Video

Os entrevistados apontam que só a ampliação dos recursos e a diversidade consolidada de fontes não é suficiente, exigindo ainda um direcionamento estratégico, coordenado e alinhado às necessidades do setor.

Entre os entraves estão a escassez de recursos não reembolsáveis, a falta de instrumentos adequados para mobilizar capital privado especificamente para a indústria, a alta complexidade regulatória e burocrática dos processos e a necessidade de melhor estruturação dos projetos.

O mapeamento também aponta uma concentração de recursos no setor agropecuário, um grande emissor, enquanto o setor industrial, especialmente as áreas mais críticas, exigiria uma atenção maior. Além do financiamento, a questão regulatória ainda causa desconfiança no setor industrial.

O estudo, contudo, aponta avanços, como a Nova Indústria Brasil (NIB), a implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) e a estruturação da Taxonomia Sustentável Brasileira.

No entanto, destaca a ausência de condições de mercado como a falta de contratos de compra de longo prazo, prêmios para produtos verdes e infraestrutura adequada.

Com informações do Metrópoles

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