A comissão pode apurar possível vínculo do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”
O deputado Rogério Correia (PT-MG) apresentou requerimento convocando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a prestar depoimento na CPMI do INSS. A comissão pode apurar possível vínculo do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, identificado como um dos principais operadores do esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas.
No documento, o parlamentar aponta Letícia Caetano dos Reis, que é alvo de outro requerimento de convocação, como administradora da empresa Flavio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, que funciona na mansão do senador, avaliada em quase R$ 6 milhões.
“Ocorre que Letícia é irmã de Alexandre Caetano dos Reis. No relatório da Polícia Federal (PF), Alexandre é apontado como sócio de Antônio Carlos Camilo Antunes na empresa Camilo & Antunes Limited, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. A empresa, que adquiriu quatro imóveis em 2024, totalizando R$ 11 milhões, seria uma offshore constituída por Antonio Carlos a fim de blindar o patrimônio ilegítimo amealhado”, diz Correia.
Segundo o deputado, Letícia declarou à imprensa que foi indicada para ser administradora do escritório pelo advogado Willer Tomaz de Souza, que é amigo de Flávio Bolsonaro e bastante influente no meio político.
No aniversário do senador, em 2021, Willer promoveu “festa pomposa, na qual, além de Flávio, estiveram presentes: o deputado Arthur Lira (PP-AL), o ex-vice-governador Paulo Octávio e o ex-governador do José Roberto Arruda, ambos do DF”.
“Registre-se que o escritório de Willer advoga em um processo em que Alexandre Caetano dos Reis, investigado no esquema do INSS, estava no polo passivo (Voga Brasil Solucoes Empresariais E Ambientais Ltda X Ricardo Gadelha)”, diz o documento.
Além disso, Correia afirma que nos Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs), produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), aparece Willer movimentando R$ 45,5 milhões entre maio e novembro de 2021. O advogado também pagou R$ 120 mil a Milton Salvador de Almeida Júnior, operador financeiro do “Careca do INSS”.
“Diante das evidências, suspeita-se de uma conexão entre Flávio Bolsonaro e o núcleo de Antonio Carlos Camilo Antunes, visto que seus sócios são irmãos”, conclui o deputado.
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