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Reajuste de servidores do Congresso terá impacto de R$ 790,4 milhões em 2026

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Texto foi aprovado, de forma simbólica, nessa terça-feira (3/2). Maior custo será na Câmara: R$ 592 milhões

O impacto orçamentário das duas propostas que reajustam os salários básicos dos servidores da Câmara dos Deputados e do Senado deve ser de R$ 790,4 milhões em 2026. As medidas que resultam no valor foram aprovadas na última terça-feira (4/2) em votação simbólica na Casa Baixa. Os valores estão projetados na Lei Orçamentária Anual (LOA).

Na Câmara, o custo estimado para 2026 é de R$ 592 milhões; no Senado, de R$ 198,4 milhões. Somados, os valores chegam a R$ 790,4 milhões.


Gastos à vista

  • O governo federal prevê gastar R$ 3,8 bilhões em 2026 para pagar aumentos salariais, gratificações e mudanças na carreira de servidores do Poder Executivo.
  • Valor faz parte do orçamento aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA) e entra na conta das despesas primárias.
  • Além dos valores aprovados na Câmara para servidores da Casa e do Senado, há previsão na LOA para beneficiar servidores do Tribunal de Contas da União (TCU) no valor de R$ 197,147 milhões.

Os aumentos aprovados na Câmara e no Senado para o período de 2026 a 2029 variam de 8% a 9,25%. Mas também há gratificações que chegam a até 100%. Com as medidas, há a possibilidade de que os salários ultrapassem o teto constitucional do funcionalismo público, que é o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) (R$ 46.366,19).Play Video

Os textos, além de mexer nos salários, reformulam gratificações e criam um “penduricalho” que concede folgas por dias trabalhados, com possibilidade de indenização fora do teto do funcionalismo para alguns tipos de cargos.

Reajuste de servidores do Congresso terá impacto de R$ 790,4 milhões em 2026 - destaque galeria

O aumento da remuneração básica vai absorver a extinção da gratificação por representação (GR), cujo valor inicia em cerca de R$ 16 mil. Com o fim da GR, por exemplo, o salário fixo do nível inicial do posto de analista legislativo vai passar de R$ 5.739,22 para R$ 14.008,22.

Os aumentos foram aprovados em projetos de Lei (PLs) distintos. Na Câmara, o texto tramitou sob o número 179/2026. No texto, não há menção direta dos valores de custo das medidas. O projeto afirma que o impacto projetado representa 0,0330% da receita corrente líquida (RCL), mas que, mesmo com o aumento, a despesa com pessoal da Câmara vai continuar “substancialmente” inferior ao limite previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

No caso do Senado, o projeto também não cita em reais o impacto. O PL 6.070 na Casa Alta cita percentuais diferentes de impacto da medida de 2026 a 2028. A taxa calculada sobre a receita corrente líquida é de 0,0105% neste ano, recua para 0,0064% no próximo ano e chega a 0,0092% em 2028. O texto do Senado também cita que o valor respeita o limite de gastos da Casa. A receita corrente líquida de 2026 é de R$ 1,649 trilhão.

Para serem aplicadas as mudanças na remuneração dos servidores do Senado, é necessário que o texto seja sancionado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No caso do PL da Câmara, o texto precisa passar pelos senadores para depois chegar às mãos de Lula.

Avaliação

O presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e Tribunal de Contas da União, Alison Souza, afirma que as duas casas não terão dificuldade para arcar com a despesas advinda das mudanças nas carreiras.

“As casas têm orçamento disponível para isso. A Câmara, especialmente, devolve por ano R$ 600 milhões. Ou seja, ela não gasta todo dinheiro que ela tem com pessoal. Há uma folga orçamentária razoável nos orçamentos da Câmara e do Senado”, explica Souza.

Com informações do Metrópoles

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