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Com baixa atratividade, poupança volta a encolher em novembro

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Saques superam depósitos pelo quinto mês seguido e somam R$ 90,9 bilhões no ano. Mesmo com Selic em 15%, rendimento segue defasado e modalidade mantém trajetória de fuga iniciada em 2021

A caderneta de poupança voltou a encolher em novembro. Dados divulgados pelo Banco (BC) Central nesta sexta-feira (5/12) mostram que a modalidade registrou saques líquidos de R$ 2,857 bilhões, marcando o quinto mês seguido de retiradas.

No acumulado de 2025, a fuga de recursos chega a R$ 90,978 bilhões, reforçando a tendência de esvaziamento que se arrasta há quatro anos.

Os números revelam perdas tanto no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que teve saldo negativo de R$ 519,4 milhões no mês, quanto na poupança rural, que registrou saques líquidos de R$ 2,338 bilhões.

Mesmo com a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano — bem acima do patamar de 8,5% que ativa a regra de rendimento mais vantajosa — a poupança segue pouco competitiva. Hoje, sua remuneração é de 0,5% ao mês somada à Taxa Referencial (TR), retorno que permanece inferior ao de outras aplicações com perfil semelhante de segurança e liquidez.

O movimento de retirada não é recente. Desde 2021, a caderneta vem perdendo recursos de forma ininterrupta, pressionada pela inflação elevada, pelo maior endividamento das famílias e pelo juro alto. Em 2022, o rombo chegou a R$ 103,237 bilhões, o pior resultado da série histórica. Em 2023, o saldo também foi negativo em R$ 87,819 bilhões.

Com informações do Correio Braziliense

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