TaguaCei — O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo federal pretende conciliar a responsabilidade fiscal com o cumprimento dos compromissos assumidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a campanha eleitoral. A declaração foi feita nesta quinta-feira (5), após uma reunião no Palácio do Planalto para discutir a situação das contas públicas.
O encontro reuniu Lula, ministros, ex-integrantes do governo e economistas. Segundo Durigan, houve convergência sobre os caminhos que deverão orientar a política econômica nos próximos anos, com atenção tanto às promessas apresentadas à população quanto à sustentabilidade das finanças públicas.
“É preciso manter os compromissos que o presidente apresentou e que foram referendados pelas urnas, mas também o compromisso com a sustentabilidade das contas públicas”, afirmou o ministro.
A discussão ocorre em meio às negociações do governo para definir medidas que permitam cumprir as metas fiscais. O Executivo já sinalizou que pretende buscar alternativas por meio do diálogo com o Congresso e outros setores, incluindo a possibilidade de ampliar o bloqueio de despesas, como mostrou a reportagem sobre os planos do governo para cumprir a meta fiscal e ampliar o contingenciamento.
Participaram da conversa o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ministros do governo, ex-integrantes da equipe econômica e economistas. Entre os presentes estavam Fernando Haddad, Aloizio Mercadante e Guido Mantega.
De acordo com Durigan, o governo deverá selecionar as medidas consideradas viáveis e apresentá-las a Lula depois da viagem do presidente à Turquia.
Reforma tributária começa em janeiro de 2027
Durante a conversa com jornalistas, Durigan também descartou a possibilidade de adiamento do início da reforma tributária sobre o consumo. Segundo ele, o cronograma de implementação será mantido, com o começo da organização do novo sistema previsto para janeiro de 2027.
O debate sobre a política econômica também envolve a manutenção do arcabouço fiscal, mecanismo que estabelece limites para o crescimento das despesas públicas. Em outubro, Durigan já havia defendido o cumprimento das metas fiscais e a negociação de medidas para preservar o equilíbrio das contas.
Fonte: CartaCapital



