TaguaCei — Christa Pike, condenada à pena de morte nos Estados Unidos, está consciente e falando após sobreviver a duas doses de injeção letal, segundo informações divulgadas por seus advogados nesta terça-feira (6/10). O caso ocorreu no Tennessee e é considerado inédito no país.
De acordo com a defesa, Christa permanece hospitalizada e apresenta ferimentos nos braços. Os advogados afirmaram que a recuperação representa um caso médico sem precedentes, mas ressaltaram que o prognóstico ainda é incerto.
A informação foi divulgada após a tentativa de execução realizada na semana passada. Segundo o Death Penalty Information Center, Christa é a primeira pessoa conhecida a sobreviver a duas doses de pentobarbital durante uma tentativa de execução por injeção letal.
Defesa pede mudança da pena
Os advogados voltaram a pedir ao governador do Tennessee, Bill Lee, que a pena de morte seja transformada em prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
A defesa argumenta que Christa teve uma infância marcada por abusos sexuais e negligência e também havia questionado o método de execução. Os advogados sustentaram que problemas relacionados às veias e um diagnóstico de trombocitose poderiam aumentar o risco de sofrimento durante a aplicação da injeção letal.
Os pedidos para suspender a execução ou alterar o método, porém, foram rejeitados.
Tentativa de execução
A execução foi autorizada depois de uma série de recursos judiciais. Na data marcada para o procedimento, os advogados apresentaram uma última tentativa de suspensão à Suprema Corte dos Estados Unidos, mas o pedido não impediu a execução.
O Departamento de Correção do Tennessee afirmou que a equipe responsável seguiu o protocolo estabelecido pelo estado.
A tentativa ocorreu cerca de 30 anos depois da condenação de Christa, que recebeu a pena de morte por um crime cometido quando tinha 18 anos.
Em janeiro de 1995, ela e o então namorado, Tadaryl Shipp, foram condenados pela morte de Colleen Slemmer, de 19 anos, em Knoxville, no Tennessee.
Christa seria a primeira mulher executada no estado em cerca de dois séculos.
Fonte: Metrópoles



