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Compra da Warner pela Netflix cria novo império do entretenimento

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Operação envolve a aquisição do acervo dos estúdios da Warner e o serviço de streaming HBO Max, e, segundo a Netflix, as “janelas de exibição deverão evoluir para modelos mais amigáveis”

A Netflix anunciou, ontem, a oferta de US$ 72 bilhões para a compra dos estúdios da Warner Bros. Discovery e o serviço de streaming HBO Max. O acordo inclui todo o acervo do estúdio centenário, mas não abrange a Discovery, que continua em processo de separação societária.

Ao comunicar a operação, Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, destacou que o objetivo é ampliar o alcance do conteúdo. No comunicado, a empresa declarou que espera manter as operações atuais da Warner, incluindo lançamentos cinematográficos. Porém, não ficou clara a política de exibições em salas de cinema. Sarandos afirmou que não se trata de mudança na abordagem dos filmes da Netflix ou da Warner, mas indicou que “as janelas de exibição deverão evoluir para modelos mais amigáveis ao consumidor”.

O CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, disse que a união “garante que o público continue tendo acesso às histórias mais relevantes por gerações”.

Já a Paramount, que também disputava o negócio, enviou carta aos advogados da Warner afirmando que o acordo pode prejudicar a indústria, porque a Netflix não tem incentivo para lançamentos no cinema e poderia usar o catálogo da Warner para aprofundar seu domínio no streaming. Entidades de exibição também criticaram o negócio. A Cinema United, que reúne redes de salas nos Estados Unidos e no exterior, afirmou que a fusão representa “uma ameaça sem precedentes ao setor de exibição global”. A organização alertou que a redução do número de lançamentos em cinemas pode retirar até 25% da bilheteria doméstica anual, correspondente à fatia hoje ocupada pela Warner.

Agora, a gigante do streaming precisa conquistar a administração de Donald Trump. Espera-se que o acordo da Netflix seja investigado pelo Departamento de Justiça, que já começou a considerar como isso poderia consolidar ainda mais o domínio da gigante do streaming na indústria de mídia.

A Netflix também terá que lidar com as preferências de Trump, que é próximo do CEO da Paramount, David Ellison, e poderia pressionar os reguladores antitruste a direcionar a Warner para a Paramount. Um alto funcionário da administração disse que os conselheiros do presidente, incluindo funcionários da Casa Branca, estão preocupados com o acordo da Netflix.

A Paramount, cujas ações desabaram, ontem, após a vitória da Netflix, agora, está avaliando o próximo movimento, que pode envolver a busca de outros potenciais acordos, afirmaram fontes à Dow Jones(Com Agência Estado)

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