TaguaCei — Estudantes do ensino médio e universitários voltaram às ruas da França na quinta-feira (8) para exigir melhorias na educação pública. Segundo a Confederação Geral do Trabalho (CGT), mais de 130 mil pessoas participaram dos atos em diferentes cidades do país. O Ministério do Interior, por sua vez, contabilizou 71,5 mil manifestantes, incluindo 24,5 mil em Paris.
A mobilização nacional começou em setembro e reúne estudantes, professores, sindicatos e outros setores da sociedade. Entre as principais reivindicações estão a contratação de mais profissionais da educação, a redução da superlotação nas salas de aula e a reforma de escolas com infraestrutura precária.
Na capital francesa, milhares de pessoas se concentraram na Praça da Bastilha. O protesto terminou em confrontos entre grupos de manifestantes e forças de segurança. De acordo com o Ministério do Interior, 504 pessoas foram detidas em todo o país, enquanto 48 policiais e integrantes da gendarmaria ficaram feridos.
As autoridades também informaram que aproximadamente 55 mil pessoas participaram de mobilizações realizadas em frente a estabelecimentos de ensino, embora nem todas tenham seguido para as manifestações nas ruas.
Estudantes denunciam precariedade nas escolas
Os manifestantes afirmam que a falta de investimentos prejudica o funcionamento das instituições públicas de ensino. Entre os problemas apontados estão a escassez de professores, as salas superlotadas e os prédios que necessitam de reformas.
A insatisfação também envolve a resposta do governo às reivindicações. O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, prometeu anunciar medidas até o fim de outubro. Representantes estudantis, no entanto, consideraram insuficientes as sinalizações apresentadas até o momento.
O ministro da Educação, Édouard Geffray, informou que o governo prepara um plano emergencial para enfrentar a falta de professores. Os detalhes da iniciativa ainda seriam divulgados.
Nova mobilização está prevista para terça-feira
Organizações estudantis e sindicatos convocaram uma nova jornada nacional de protestos para terça-feira (13). Os representantes do movimento afirmam que as manifestações continuarão enquanto não houver medidas concretas para melhorar as condições de ensino.
A crise colocou a educação pública no centro do debate político francês. Para os participantes, garantir instalações adequadas, profissionais em número suficiente e condições dignas de aprendizagem é fundamental para reduzir desigualdades e assegurar o direito à educação.
Os atos também ampliaram a discussão sobre a atuação das forças de segurança. Enquanto as autoridades condenam episódios de violência e depredação, estudantes e organizações participantes denunciam o uso excessivo da força policial.
A continuidade das mobilizações deve manter a pressão sobre o governo francês para apresentar respostas às demandas de estudantes e profissionais da educação.
Fonte: Metrópoles



