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Alckmin reforça tom de cautela do governo ante ameaça de Trump sobre o aço

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Nova tarifa de 25%, se confirmada, deve causar grande impacto nas siderúrgicas do Brasil, visto que o país foi o segundo maior fornecedor de aço dos EUA em 2024

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDic), Geraldo Alckmin, reforçou a posição do governo em pregar cautela após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que vai anunciar uma nova tarifa de 25% sobre as importações de aço e alumínio no país.

“Da outra vez que isso foi feito, teve cotas. Então, vamos aguardar, a nossa disposição é sempre de colaboração, parceria e benefício das nossas populações”, disse o vice, nesta segunda-feira (10/2), após participar de evento promovido por empresa de biotecnologia, em Valinhos, no interior de São Paulo.

Se for confirmada, a nova tarifa deve causar grande impacto nas siderúrgicas do Brasil, visto que o país foi o segundo maior fornecedor de aço dos Estados Unidos em 2024. O país norte-americano, por sua vez, adquiriu 18% de todas as exportações brasileiras de ferro fundido, ferro ou aço no ano anterior, de acordo com o governo brasileiro.

Alckmin ressaltou, ainda, que a relação entre Brasil e EUA é bicentenária e envolve uma colaboração mútua — uma espécie de “ganha-ganha”. “Nós exportamos US$ 40,2 bilhões para aos EUA, e eles exportam para nós até um pouco mais: R$ 40,5 bilhões. Então (a balança comercial) é equilibrada, é um ganha-ganha, e eles têm até um pequeno superavit com o Brasil”, frisou.

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Jeová Rodrigues

Jornalista

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