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Congresso quer intermediar negociação do tarifaço

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Comissão de Relações Exteriores do Senado articula envio de missão aos Estados Unidos para tratar com o Legislativo norte-americano uma mediação para a crise. Motta e Alcolumbre emitem nota conjunta falando em “equilíbrio e firmeza”

O Congresso reagiu à decisão do presidente Donald Trump de aplicar uma tarifa de 50% sobre às exportações brasileiras para os Estados Unidos. Em nota conjunta, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defenderam a diplomacia como resposta prioritária, mas advertiram que o Brasil dispõe de instrumentos para proteger a economia, como a Lei da Reciprocidade.

“O Congresso acompanhará de perto os desdobramentos. Estaremos prontos para agir com equilíbrio e firmeza”, destaca a nota.

No Senado, a Comissão de Relações Exteriores articula uma missão a Washington, em setembro, para dialogar com o Congresso norte-americano. Segundo o presidente do colegiado, Nelsinho Trad (PSD-MS), a sugestão veio do encarregado de negócios da Embaixada dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar. “Temos mais de 200 anos de relações diplomáticas. Precisamos buscar entendimento para que o comércio não seja prejudicado”, afirmou.

No Congresso, o cabo de guerra entre governistas e oposicionistas continuava intenso. Entre os senadores, Fabiano Contarato (PT-ES) foi enfático ao dizer que os EUA “estão brincando com nossos empregos e com a renda das famílias. Isso é uma ofensiva da extrema-direita em apoio a Jair Bolsonaro“.

Já o senador Sergio Moro (União-PR), apesar de criticar a sobretaxa, responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por deteriorar a relação com os EUA. “Lula não ajuda com seu antiamericanismo infantil.” O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que o tarifaço responde a pressões do clã Bolsonaro. “O presidente norte-americano está confundindo a quem está se dirigindo”, afirmou.

Na Câmara, o líder do PT, deputado Lindbergh Farias (RJ), afirmou que os partidos da base articularam uma comissão para ouvir representantes do Ministério das Relações Exteriores e do setor empresarial. Por sua vez, o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), criticou a medida de Trump e destacou a falta de apoio da oposição. “Só o PL está solidário com Trump. Talvez até troquem a bandeira do Brasil pela dos Estados Unidos”, ironizou.

O líder do PSB na Câmara, Pedro Campos (PE), considerou a sanção uma ameaça à soberania nacional. “É absurdo que um presidente use coação econômica para discutir um tema que diz respeito à Justiça”, afirmou.

Para a oposição, a culpa da crise é do governo. O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), negou que o partido tenha celebrado o tarifaço e afirmou que o voto de louvor a Trump, aprovado em comissão, foi um gesto de solidariedade ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “A tática do PT é buscar culpados pelos próprios erros. Querem transformar Eduardo em responsável pela medida. Pode até habilitá-lo como presidenciável”, ironizou.

*Estagiária sob a supervisão de Fabio Grecchi

Com informações do Correio Braziliense

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