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Varejo recua 0,1% em junho e acumula três quedas seguidas

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Crédito restrito, inflação persistente e base alta de comparação puxam terceira baixa consecutiva nas vendas; setor ampliado registra recuo de 2,5% no mês

No terceiro mês consecutivo no campo negativo, as vendas no comércio varejista recuaram 0,1% na passagem de maio para junho. De acordo com os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira (13/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na comparação com o mesmo período do ano passado, houve alta de 0,3% no volume de vendas.

Já o acumulado no primeiro semestre do ano fechou em 1,8% e, nos últimos 12 meses, o ganho foi de 2,7%. No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas despencou 2,5% em junho e o primeiro semestre fechou em 0,5%.

Cinco das oito atividades do comércio pesquisadas tiveram variação negativa no mês. A maior queda foi de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que apresentaram recuo de 2,7%. 

Em seguida aparecem livros, jornais, revistas e papelaria (-1,5%), móveis e eletrodomésticos (-1,2%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,9%), hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,5%).

Segundo Cristiano Santos, gerente da pesquisa, um dos fatores para essa queda combinada dos últimos três meses é a base alta de comparação. “Outros fatores que também influenciam são a retração do crédito e a resiliência da inflação, no primeiro semestre, em itens-chave, como a alimentação no domicílio”, afirmou. 

Juros altos

No comércio varejista ampliado, que carrega itens de maior valor agregado, a atividade de veículos e motos, partes e peças caiu 1,8%, assim como material de construção, que recuou 2,6%. 

Santos explicou que o primeiro setor também demonstra alta volatilidade. “Esse cenário tem a ver com a oferta de crédito para aquisição de veículos, que, mesmo com a taxa básica de juros em níveis altos, continuou se expandindo ao longo dos seis primeiros meses de 2025”, avaliou. 

Com informações do Correio Braziliense

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