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Exposição reúne 22 imagens que traduzem o isolamento da pandemia

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Exposição de fotografias de Dalton Camargos e Rinaldo Morelli propõe fusão de autorias com imagens feitas durante a pandemia

A ideia dos fotógrafos Dalton Camargos e Rinaldo Morelli era brincar com a noção de autoria e até confundi-la. Por isso, a exposição Meus pequenos espaços e meus tempos não deixa claro quem é o autor de cada uma das 22 imagens dispostas nas duas paredes da Galeria Mundo Vivo como parte do projeto Tramas fotográficas. “O Dalton me propôs juntar os trabalhos e fazer um trabalho só, misturar as fotos de autoria dos dois”, explica  Morelli. “A ideia era tretar com a autoria. A gente já tinha os trabalhos prontos, editados. Nossa proposta é que fosse um trabalho só. Uma obra só.”

Algumas ideias e características em comum marcam os dois trabalhos e ajudaram a levar adiante o projeto. O mais importante é que ambos foram realizados durante a pandemia de covid-19, quando os fotógrafos estavam em isolamento, presos em casa como boa parte da população brasileira.  “Os dois trabalhos têm a ver com estar dentro de casa, com o que você pode traduzir da experiência de estar dentro de casa naquele momento”, diz Morelli.  As imagens de Dalton trazem um olhar para o cotidiano familiar e são povoadas por movimento e pessoas, enquanto as de Morelli focam pequenos detalhes da casa. “São detalhes que me tocavam esteticamente, uma luz interessante e aquela vivência de procurar na casa cantos que passam despercebidos”, avisa o fotógrafo.

Dalton conta que a ideia surgiu quando percebeu que os trabalhos tinham um mesmo fundo comum de motivação e produção. “Os trabalhos eram do mesmo lugar”, explica. “Foram feitos durante a pandemia, então fazia sentido tirar um pouco da autoria e transformar numa coisa só. Isso remete um pouco ao que foi a própria pandemia, um período meio borrado na nossa vida, a gente não sabia o que ia ter pela frente. Isso me motivou a  pensar que o projeto poderia ter algumas características subjetivas.”

Todas as imagens foram registradas em preto e branco, com exceção de um cromo, e estabelecem um diálogo com o sentimento de impotência e isolamento. São fotografias, como lembra Dalton, muito próximas do ponto de vista de imagem. “Elas, de fato, têm uma conversa que vem disso, de estar isolado, tendo como realidade só a paisagem familiar, das casas. E, no fim, as casas se parecem”, aponta o fotógrafo, que passou a pandemia acompanhado de duas crianças pequenas. “No meu caso tem essa coisa da fotografia familiar, da intimidade. Meu universo de ação, de visão, era ficar fotografando o que a gente estava fazendo. E um tempo depois, resolvi mexer nesse material”, conta.

A distância ajudou a editar e selecionar o material. “Sem a ansiedade que a pandemia dava, você olha como um material fotográfico”, garante. Morelli explica que a proposta de não separar as autorias também tem a ver com a experiência da pandemia. “O principal deste trabalho é ser uma obra misturada com os dois olhares misturados durante a pandemia, uma coisa meio que sobrevivência durante a pandemia”, diz. Para ele, a expografia é o grande “barato” da exposição.  

Meus Pequenos Espaços e Meus Tempos

Exposição de Dalton Camargos e Rinaldo Morelli. Em cartaz até 23 de setembro, na Galeria Mundo Vivo (SCLN 413, Bloco D), de terça a sábado, das 17h às 00h.

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