Érika Kokay critica escolha de parentes como suplentes ao Senado e defende chapa coletiva

A partir do Jornal TaguaCei

A deputada federal e candidata ao Senado pelo PT-DF, Érika Kokay, criticou a escolha de familiares como suplentes de candidatas ao Senado durante sua campanha eleitoral.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, a parlamentar questionou a indicação de parentes por Michelle Bolsonaro e Bia Kicis e defendeu uma composição de chapa baseada na experiência profissional e no compromisso com a população.

Érika Kokay explicou que, ao votar em um candidato ao Senado, o eleitor também escolhe dois suplentes, que poderão assumir a cadeira titular em determinadas situações. Por isso, segundo ela, é fundamental conhecer quem integra a chapa.

“Deixa alguém para ocupar uma cadeira no Senado, você também está elegendo dois suplentes. É como se fosse uma espécie de vice.”

A candidata afirmou que sua equipe teve uma preocupação especial em construir uma chapa coletiva, com pessoas alinhadas às bandeiras defendidas pelo grupo político.

Na sequência, Érika fez críticas diretas às chapas de suas adversárias:

“Mas as outras candidatas fizeram a opção de escolher parentes. A Michelle Bolsonaro escolheu como primeiro suplente o seu irmão. E Bia Kicis escolheu como suplente o seu filho.”

Diante dessas escolhas, a deputada questionou os eleitores sobre a possibilidade de tais indicações representarem uma forma de nepotismo ou de falta de transparência na política.

“Você não acha que isso é nepotismo? Você não acha que isso é enganar você? Eu não acho que isso é certo.”

Em contraponto, Érika apresentou os nomes que compõem sua chapa. Segundo a candidata, a primeira suplente, Júlia, é servidora concursada do Ministério das Mulheres e compartilha as bandeiras defendidas pelo grupo.

Ela também destacou a experiência do segundo suplente, o médico Samuel, que, conforme afirmou, atua há 40 anos na área da saúde.

“A gente sabe a importância de ter alguém que entende de saúde no Senado Federal.”

Ao concluir sua fala, Érika Kokay reforçou que a política deve estar voltada à defesa dos interesses da população, e não à resolução de questões familiares.

“Não se deixe enganar, que política é coisa séria. Política é para defender o povo. Política não é para resolver problemas familiares.”

A candidata encerrou a mensagem pedindo apoio à sua candidatura ao Senado pelo PT-DF, com o número 131.

A declaração reacende o debate sobre a escolha de suplentes ao Senado, a representatividade das chapas e os critérios que devem orientar o eleitor na hora de votar.

Embora Érika tenha utilizado o termo “nepotismo” em sua crítica, a caracterização jurídica de nepotismo depende do contexto e das regras aplicáveis ao caso.

🖋️ Edição: Ceilândia em Alerta/Jornal TaguaCei

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