TaguaCei — O preço do petróleo Brent ultrapassou US$ 106 por barril nesta segunda-feira (12/10), registrando alta superior a 2% em meio ao aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia e à escalada dos ataques no Oriente Médio. Por volta das 12h30, a cotação chegou a US$ 106,85.
A alta ocorreu após o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmar que não reconhecia um acordo de cessar-fogo energético com a Rússia. Ao mesmo tempo, novos ataques atribuídos ao conflito no Oriente Médio ampliaram as preocupações com a segurança do abastecimento global de petróleo.
No domingo (11/10), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia anunciado que Rússia e Ucrânia concordaram com um cessar-fogo relacionado à infraestrutura energética. Em uma publicação nas redes sociais, Trump afirmou que o acordo teria efeito imediato e pediu que os dois países não o violassem.
Entretanto, poucas horas depois, Zelensky denunciou que forças russas haviam bombardeado uma instalação energética em Kiev, além de outras estruturas. O líder ucraniano afirmou que seu país não atacou instalações energéticas em território russo naquela noite, alegando ter respeitado o anúncio feito pelo presidente norte-americano.
Zelensky também criticou a postura de Moscou e defendeu maior pressão internacional para interromper a guerra. A divergência sobre o suposto acordo aumentou a incerteza nos mercados, que acompanham os riscos de interrupção na produção e no transporte de combustíveis.
O movimento nos preços do petróleo pode repercutir em diferentes setores da economia, incluindo transporte, indústria e distribuição de combustíveis. A evolução das cotações também interessa aos consumidores brasileiros, especialmente diante dos possíveis reflexos sobre os preços nas bombas. O TaguaCei acompanha notícias sobre economia, petróleo, preço dos combustíveis, mercado internacional e guerra entre Rússia e Ucrânia.
Tensões no Oriente Médio também pressionam o mercado
A Arábia Saudita informou, na manhã de segunda-feira, que foi alvo de ataques com drones e mísseis. No fim de semana, o país também sofreu ataques contra o aeroporto internacional de Riad, que, segundo a reportagem original, deixaram 13 mortos e 300 feridos.
O grupo rebelde Houthi, do Iêmen, reivindicou a autoria do atentado. A organização também alertou companhias aéreas para que evitassem utilizar aeroportos e o espaço aéreo do país.
Além disso, navios petroleiros foram atacados nas proximidades do Estreito de Ormuz, uma região estratégica para o transporte mundial de petróleo. A possibilidade de novos ataques na área elevou as preocupações com a circulação de embarcações e a oferta internacional da commodity.
Segundo o grupo Houthi, os ataques estão relacionados ao apoio da Arábia Saudita ao governo iemenita durante a guerra civil no Iêmen.
A combinação de conflitos, ameaças a instalações estratégicas e incertezas diplomáticas mantém os mercados atentos aos próximos acontecimentos, em um cenário no qual novas escaladas podem provocar oscilações nas cotações internacionais.
Fonte: Metrópoles



