Após o clima ‘tranquilo’ da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, Nova York viveu um dos momentos mais esperados da história: o terceiro título da NBA do Knicks
Por Pedro Bueno, enviado especial do No Ataque
Nova York – Foi possível ver duas “faces” da mesma cidade. E essa distinção se deu pelo comportamento da sociedade e não só pelo esporte. Uma transformação digna de vários filmes que já se passaram na “big apple”.
Nova York começou o sábado (13/6) com movimento, mas com a calmaria de haver um confronto como Brasil e Marrocos pela Copa do Mundo logo ao lado, no MetLife Stadium – que fica em East Rutheford, em Nova Jersey, mas “abriga” também a região vizinha. Eram duas seleções com bons jogadores, só que sem rivalidade e com um respeito mútuo visto até mesmo entre torcedores.
Por isso, só foi à noite, após o empate por 1 a 1 entre os países no futebol, que a metrópole dos Estados Unidos “explodiu”. O jogo da primeira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo terminou às 20h05 no horário local (21h05 de Brasília), 25 minutos antes do início do duelo que transformaria a história do esporte de Nova York.
Em San Antonio, no Texas, New York Knicks e Spurs se enfrentaram pelo quinto jogo das finais da NBA, liga estadunidense de basquete. Como havia vencido três das quatro primeiras partidas, o visitante precisava apenas de um triunfo. E conseguiu, mais uma vez de virada. Um triunfo que não só entrou na história, como também “enloqueceu” os moradores da metrópole.
Outra Nova York por causa do basquete
A Nova York visitada pelo No Ataque durante o dia ganhou outros contornos após o jogo da Seleção Brasileira. A tensão do início de jogo de basquete ganhou contornos ainda mais dramáticos quando os donos da casa abriram 15 pontos logo ao cravar o 33º tento, tendo uma vantagem considerável ainda no segundo quarto. Só que era noite de Knicks.
Mesmo no Frost Bank Center, o time se impôs, buscou a virada com uma arrancada impressionante de Jalen Brunson. Com o placar desforável em 83 a 73, o craque do Knicks chamou a responsabilidade e marcou 10 pontos seguidos, empatando a partida. Depois disso, o time levou dois tentos, mas ele voltou a pontuar três vezes e foi o responsável pela virada.
Essa retomada no último quarto da temporada 2025/26 significou o título da NBA, é claro, mas o que foi visto nas ruas de Nova York foi um alívio coletivo. Os gritos os todos os cantos demonstram uma cidade em apoteose, até porque é um sentimento que não era sentido desde 1973.
O tricampeonato do New York Knicks, também venceu em 1970, na NBA foi conquistado no Texas, porém a torcida tomou as ruas da metrópole. Em diversas comemorações distintas, tendo algumas com um excesso de intensidade – como em empurrões “divertidos” e subidas em ônibus escolares -, os torcedores soltaram o grito de campeão que estava preso na garganta há mais de um século.
E quem ficou “presa” foi a reportagem do No Ataque, já que as comemorações tomaram as ruas de Nova York de uma forma que os transportes públicos foram totalmente afetados. A solução, após muito tempo, foi esperar e aproveitar o clima de felicidade esportiva que, finalmente, tomou conta de Nova York.
No fim, o desejo é que isso “contagie” o calmo torneio de futebol que começou na região neste sábado (13/6) com um segundo turno bem morno entre Brasil e Marrocos. Que a bola laranja influencie.
Com informações do Correio Braziliense



