Profundezas: o que é verdade e o que é ficção na minissérie da Netflix

Imagens promocionais da minissérie Profundezas, da Netflix, produção de suspense que acompanha uma comunidade costeira canadense ameaçada por uma criatura marinha gigantesca e mistura elementos científicos com ficção.
Foto: Divulgação/Netflix

TaguaCei — A minissérie Profundezas, da Netflix, conquistou o público e chegou ao primeiro lugar entre as produções mais assistidas da plataforma em 12 de outubro de 2026, segundo o Metrópoles. Com seis episódios, a trama mistura suspense, mistério e elementos da biologia marinha para contar uma história sobre uma criatura gigantesca que ameaça uma comunidade costeira do Canadá.

A história acompanha Calvin Penney, interpretado por Josh Hartnett, um pescador viúvo que vive em Snooks Arm, uma vila isolada na província canadense de Terra Nova. A tranquilidade dos moradores muda quando uma criatura marinha de grandes proporções aparece nas águas da região e passa a provocar ataques misteriosos.

Embora a produção utilize elementos reais da vida marinha para construir sua narrativa, nem tudo o que aparece na tela corresponde ao conhecimento científico. Para desenvolver os aspectos relacionados aos animais marinhos, o produtor Jesse McKeown consultou a bióloga marinha Annie Mercier, que contribuiu para dar maior credibilidade à história.

Lulas gigantes existem de verdade?

Sim. As lulas gigantes existem e são animais conhecidos pela ciência. Segundo Annie Mercier, esses cefalópodes podem atingir entre 10 e 15 metros de comprimento, considerando o corpo e os tentáculos. Também possuem olhos extraordinariamente grandes, entre os maiores do reino animal.

A bióloga explicou, em entrevista ao Tudum, portal oficial da Netflix, que os restos encontrados desses animais frequentemente já apresentam algum grau de decomposição. Por isso, as dimensões dos exemplares observados podem não representar seu tamanho original quando estavam vivos.

Esses animais habitam principalmente águas profundas e são difíceis de observar em seu ambiente natural. Sua existência, portanto, é real, embora muitos aspectos de seu comportamento continuem sendo estudados.

A presença de uma lula gigante na trama de Profundezas utiliza essa característica para criar uma atmosfera de mistério e explorar o fascínio humano pelas regiões ainda pouco conhecidas dos oceanos.

A personagem Fonda Howander foi inspirada em uma cientista?

Sim. A experiência profissional da bióloga Annie Mercier serviu de inspiração para a construção da personagem Fonda Howander, interpretada por Mackenzie Davis.

A participação da especialista ajudou a equipe de produção a desenvolver elementos científicos relacionados à vida marinha e a construir uma personagem familiarizada com os fenômenos apresentados na história.

Essa aproximação entre ciência e ficção contribui para tornar a narrativa mais convincente, especialmente nas cenas em que os personagens tentam compreender a criatura e as mudanças observadas no ambiente marinho.

Lulas gigantes atacam seres humanos?

Embora as lulas gigantes sejam reais, os ataques a seres humanos apresentados na minissérie não correspondem ao comportamento conhecido desses animais.

De acordo com Annie Mercier, é improvável que esses cefalópodes abandonem as profundezas para atacar pessoas da maneira retratada na produção. A bióloga também explica que as características físicas desses animais limitam sua capacidade de ferir algo que esteja fora da água.

Assim, os ataques da criatura de Profundezas fazem parte da construção ficcional da trama, criada para aumentar a tensão e o suspense.

A série utiliza o tamanho impressionante das lulas gigantes e o fato de viverem em regiões pouco acessíveis para imaginar situações extremas. Entretanto, não há evidências científicas de que esses animais apresentem o comportamento agressivo mostrado na história.

A temperatura da água pode ameaçar a vida marinha?

Sim. Nesse ponto, a minissérie aborda uma questão científica real.

Em uma das cenas, Fonda Howander explica que os filhotes da criatura chamada Mãe morreram por causa da temperatura da água. Embora o episódio faça parte da ficção, a influência das condições ambientais sobre a sobrevivência dos organismos marinhos é uma preocupação concreta dos pesquisadores.

Segundo Annie Mercier, as mudanças climáticas não afetam apenas a temperatura dos oceanos. A química da água também sofre alterações, com consequências para os ecossistemas e para as espécies que dependem de condições ambientais específicas.

O aquecimento dos oceanos e as mudanças na composição química da água podem interferir no desenvolvimento, na reprodução, na distribuição geográfica e na sobrevivência de diferentes organismos marinhos. A intensidade desses efeitos varia conforme a espécie e as condições de cada ecossistema.

A série aproveita esse cenário para aproximar o suspense de questões ambientais atuais, embora a criatura e os acontecimentos específicos da trama sejam fictícios.

O que a minissérie mistura de realidade e ficção?

Profundezas combina conhecimentos científicos sobre animais marinhos com acontecimentos imaginários para criar uma história de suspense.

Entre os elementos reais estão a existência das lulas gigantes, suas dimensões impressionantes, os hábitos associados às águas profundas e os efeitos das mudanças ambientais sobre a vida marinha.

Já os ataques apresentados na produção e os acontecimentos envolvendo a criatura conhecida como Mãe pertencem ao universo ficcional da minissérie.

Ao combinar esses elementos, a Netflix apresenta uma história que explora o desconhecimento sobre as profundezas oceânicas e, ao mesmo tempo, desperta o interesse do público pela ciência e pela preservação dos ambientes marinhos.

Fonte: Metrópoles

Quer ficar por dentro do que acontece em Brasília, no Brasil e no mundo? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Artigos Relacionados:
Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *