A pesquisa BTG/Nexus sobre a eleição presidencial de 2026 mostra uma virada favorável ao presidente Lula no cenário de segundo turno contra Flávio Bolsonaro. Em março, Lula e o senador bolsonarista estavam empatados em 46%. Na nova rodada, o presidente aparece com 49%, contra 43% de Flávio.
O levantamento foi realizado entre 12 e 14 de junho, com 2.017 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o registro no TSE é BR-06645/2026.
A evolução da série histórica é um dos principais dados positivos para Lula. O presidente saiu de um empate técnico absoluto no início da série para uma vantagem de seis pontos em junho. Flávio Bolsonaro, no mesmo período, perdeu três pontos e ficou estacionado em 43%.
Curva favorável a Lula
No confronto direto, Lula registra trajetória ascendente. Em março, tinha 46%. Em abril, manteve 46%. Em maio, subiu para 47%. Agora, chega a 49%. A progressão revela consolidação de apoio e melhora gradual na disputa contra o nome do bolsonarismo.
Flávio Bolsonaro percorre caminho inverso. Ele começou a série com 46%, caiu para 45% em abril, recuou para 43% em maio e permaneceu com 43% em junho. O dado indica perda de fôlego e dificuldade para recuperar terreno.
Essa diferença de trajetória é politicamente relevante. Em eleições presidenciais, mais importante do que uma fotografia isolada é a tendência. Nesse caso, a tendência favorece Lula: o presidente cresce, enquanto Flávio recua e depois estaciona.
Segundo turno expõe limites de Flávio
O resultado também mostra os limites de Flávio Bolsonaro em um cenário de polarização nacional. O senador consegue manter parte expressiva do eleitorado bolsonarista, mas encontra dificuldade para avançar sobre setores mais amplos da sociedade.
No segundo turno, a disputa exige capacidade de agregar eleitores fora da base ideológica mais fiel. É nesse ponto que Lula aparece em vantagem. O presidente lidera no agregado nacional e também registra desempenho forte em segmentos decisivos, como mulheres, Nordeste, eleitores de baixa renda e beneficiários do Bolsa Família.
A pesquisa mostra que Flávio depende de uma transferência quase integral do voto bolsonarista, mas não consegue, até agora, reduzir a rejeição ao campo político que representa. O senador chega competitivo, mas abaixo de Lula e sem curva de crescimento.
Lula lidera também contra outros nomes
O desempenho do presidente no segundo turno não se limita ao confronto com Flávio Bolsonaro. Segundo a pesquisa, Lula também vence Romeu Zema por 49% a 39%, Ronaldo Caiado por 48% a 39% e Renan Santos por 49% a 36%.
Esse conjunto de cenários fortalece a leitura de que Lula segue como favorito no campo presidencial. O presidente lidera contra diferentes adversários da direita e da extrema direita, com vantagens que variam de seis a treze pontos.
No caso de Flávio, a distância é de seis pontos: 49% a 43%. Embora seja o adversário mais competitivo entre os testados, o senador bolsonarista aparece atrás e com rejeição mais elevada que a de Lula.
Vantagem consolida força presidencial
A passagem de um empate em março para uma vantagem de seis pontos em junho fortalece o ambiente político de Lula. O presidente demonstra capacidade de recuperar terreno e ampliar apoio em um momento decisivo da pré-campanha.
Para Flávio Bolsonaro, a pesquisa traz um diagnóstico negativo: o senador perdeu a posição de empate e agora aparece atrás no confronto direto. Além disso, seu patamar parece limitado por um teto bolsonarista que ainda não se converteu em maioria nacional.
A nova rodada da BTG/Nexus, portanto, mostra Lula em posição mais confortável no segundo turno. O presidente cresce, amplia vantagem e entra na fase seguinte da disputa com desempenho superior ao do principal nome da família Bolsonaro.
Com informações do portal 247
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