Candidatos ao GDF apresentam propostas para a população idosa do Distrito Federal

TaguaCei — Com o crescimento da população idosa no Distrito Federal, os candidatos ao Governo do DF apresentam diferentes propostas para ampliar os serviços públicos destinados às pessoas com 60 anos ou mais. Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o número de idosos no DF passou de aproximadamente 470 mil no biênio 2021-2022 para 523 mil em 2023-2024, aumento de 11%.

Entre as propostas apresentadas pelos candidatos estão a ampliação do atendimento de saúde, criação de hospitais e centros especializados, atendimento domiciliar, atividades físicas e culturais, melhoria da mobilidade, proteção contra violência e golpes, inclusão digital e medidas para manter os idosos economicamente ativos.

A governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), afirmou que pretende ampliar o acesso à geriatria, à reabilitação e ao atendimento domiciliar, além de implantar o Hospital Geriátrico de Brasília. A candidata também propõe ampliar atividades como o Ginástica nas Quadras, criar o Casa Viver para acolhimento de idosos e fortalecer o apoio às famílias e aos cuidadores.

Celina também defende ações de proteção contra violência, abandono, golpes e fraudes. Na área de inclusão, a proposta inclui incentivo à inclusão digital, qualificação profissional, empreendedorismo e oportunidades de trabalho para pessoas com mais de 60 anos.

Propostas dos candidatos

José Roberto Arruda (PSD) destacou a criação do programa Cidadão 60, com atenção especial às pessoas de menor renda. O candidato também pretende instalar monitores de educação física nas 300 academias de rua construídas durante seu governo.

Na área da saúde, Arruda propõe a entrega em casa de medicamentos de uso contínuo para diabetes e hipertensão, com o objetivo de evitar filas. O candidato também defende a ampliação do acesso dos idosos ao esporte, à cultura e à inclusão digital por meio do DF Digital.

Leandro Grass (PT) afirmou que pretende desenvolver políticas voltadas à saúde, prevenção, envelhecimento ativo, mobilidade, segurança, empregabilidade e renda. Entre as propostas estão o fortalecimento da atenção primária, equipes multiprofissionais, ampliação da oferta de geriatras e gerontólogos e atendimento mais rápido para consultas e exames.

O candidato também propõe ampliar os serviços de convivência, atividades culturais, esportivas e intergeracionais, além de criar uma rede pública de cuidado de longa duração, com expansão de Centros-Dia e Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) públicas e conveniadas.

Grass ainda defende a adesão ao Programa de Atenção Domiciliar (PADI), apoio aos familiares que cuidam de idosos, tarifa zero no transporte público e uma rede integrada de proteção contra violência física, psicológica, patrimonial e financeira.

Paula Belmonte (PSDB) afirmou que pretende fortalecer a atenção primária e as equipes de Saúde da Família, integrando unidades básicas, atendimento especializado, reabilitação e hospitais. A candidata também propõe a criação do Hospital do Idoso como referência especializada no Distrito Federal.

O atendimento domiciliar para idosos com doenças crônicas, limitações de mobilidade ou necessidade de acompanhamento contínuo também está entre as propostas. Paula defende ainda melhorias na acessibilidade urbana, com atenção a calçadas, travessias, iluminação, pontos de ônibus e terminais.

Na área econômica, a candidata pretende aproximar qualificação profissional e oportunidades de trabalho para idosos que desejam permanecer ativos no mercado.

Kiko Caputo (Novo) propõe a criação da Política Distrital de Envelhecimento Saudável e dos Centros de Bem Viver e Longevidade. A iniciativa reuniria serviços de saúde, assistência social, esporte, cultura e convivência comunitária.

O candidato também defende o fortalecimento das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), ampliação dos horários de atendimento, teleconsultas e redução das filas para exames, consultas e cirurgias.

A proposta inclui ainda atividades físicas específicas para a terceira idade, proteção social, apoio no acesso a benefícios e serviços públicos e ações de recolocação profissional para pessoas com 50 anos ou mais.

Ricardo Cappelli (PSB) afirmou que a saúde será o principal foco de sua política para a população idosa. Entre as propostas está a criação de redes de atendimento prioritário e de policlínicas especializadas no atendimento aos idosos.

Cappelli também defende o fortalecimento de programas de prevenção por meio de atividades físicas, culturais e lúdicas, além da ampliação dos Centros de Convivência de Idosos nas cidades, com ações voltadas à integração social e à saúde mental.

Especialista aponta gargalos

Para Armindo Madoz, mestre em Direito e professor da Estácio Brasília, especializado em Gestão Pública, o crescimento da população idosa exige uma preparação do Distrito Federal para ampliar e integrar a rede de atendimento.

Segundo o especialista, entre os principais problemas estão as filas para consultas, exames e cirurgias, a falta de profissionais e a fragmentação dos serviços. Ele cita estudo técnico da Câmara Legislativa do Distrito Federal segundo o qual, em julho de 2025, cerca de 195 mil idosos aguardavam exames complementares, enquanto aproximadamente 180 mil esperavam por consultas especializadas.

Madoz defende que a redução das filas e a recomposição das equipes estejam entre as prioridades do próximo governo. Para ele, também é necessário ampliar o atendimento domiciliar, investir na prevenção de quedas e na vacinação e melhorar a integração entre unidades básicas de saúde, especialistas, hospitais e assistência social.

O professor ressalta que a atenção primária deve ser fortalecida e funcionar como principal porta de entrada do sistema de saúde, com acompanhamento contínuo dos idosos. Ao mesmo tempo, os serviços especializados devem concentrar atendimento nos pacientes com maior complexidade.

Além da assistência médica, o especialista defende políticas que promovam convivência social, autonomia e qualidade de vida. Entre as medidas citadas estão a ampliação de centros de convivência, atividades culturais e esportivas, inclusão digital e ações intergeracionais.

Madoz também considera importante identificar idosos que vivem sozinhos e promover o acompanhamento integrado pelas áreas de saúde e assistência social, além de oferecer suporte psicológico e apoio a familiares e cuidadores.

Com o envelhecimento da população do Distrito Federal, as propostas apresentadas pelos candidatos colocam a saúde, a autonomia, a proteção social e a inclusão como alguns dos principais desafios para a próxima gestão do Governo do DF.

Fonte: Correio Braziliense

Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.

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