Concerto une bandas da FAB e da Força Aérea dos EUA em Brasília

Evento concerto integra a programação do Freedom 250, iniciativa que celebra os 250 anos da independência dos Estados Unidos por meio de atividades culturais, educacionais e de intercâmbio realizadas em diversos países.ileira faz ensaio com membros da banda da Força Aérea Americana. – (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

No Teatro Pedro Calmon, duas culturas se misturam ao som dos instrumentos. A banda da Força Aérea Americana Galaxy irá apresentar o concerto Wings of Harmony Orquestra Sinfônica da Força Aérea Brasileira, hoje às 19h30. O encontro entre os grupos promete uma troca musical com composições brasileiras e americanas para o público aproveitar as diferentes sonoridades e o encontro entre os países, com rock, pop e sucessos contemporâneos.

O concerto integra a programação do Freedom 250, iniciativa que celebra os 250 anos da independência dos Estados Unidos por meio de atividades culturais, educacionais e de intercâmbio realizadas em diversos países. Os americanos também apresentarão espetáculo na Escola de Música de Brasília e um workshop para jovens integrantes de um projeto social musical do Distrito Federal.

O capitão Brian O’Donnell, maestro da Força Aérea Americana, está no Brasil pela primeira vez. “Estar aqui no Brasil tem sido simplesmente fantástico. Todo mundo tem sido muito amigável e receptivo, já mergulhamos de cabeça neste ensaio com a banda da FAB. A Orquestra da Força Aérea aqui tem sido um presente para nós. Criar essa música juntos e unir forças para este projeto tem sido realmente especial para nós. É minha primeira vez na América do Sul, mas é a segunda vez que uma banda da Força Aérea vem aqui nos últimos anos”, conta.

Para ele, a apresentação é marcante para construir uma relação entre o Brasil e os Estados Unidos. “É um exemplo maravilhoso de como podemos nos unir, interoperar e ainda alcançar nossos interesses mútuos e demonstrar ao mundo inteiro como é importante compartilharmos culturas, ideias e força militar aqui no Hemisfério Ocidental”, destaca.

Brian conta que sua parte favorita foi a construção do repertório do concerto. “Claro, tínhamos que trazer algo muito americano, então trouxemos o Summertime, de Gershwin, que vai ser uma apresentação muito divertida para o público. Mas também temos algo muito único com esta equipe em particular que veio. Um desses membros é, na verdade, de Brasília. Ele escreveu uma peça musical antes de vir para os Estados Unidos e entrar para a Força Aérea americana, chamada Pra lavar a alma, que já tem uma mensagem muito bonita. Temos tocado na Califórnia e nos Estados Unidos. Então, agora, poder trazê-la ao Brasil neste arranjo e neste formato tem sido realmente especial”, destaca.

O músico brasiliense é Gabriel Preusse, que toca contrabaixo na Força Aérea Americana. Gabriel serve há dois anos e na ocasião, apresentará uma música composta na capital com a banda Galaxy. “Tocar essa música aqui vai ser muito emocionante para mim. Eu compus em 2013, quando eu gravei um álbum juntamente com um amigo Paulo Ohana. Eu gravei esse sambinha e eu nunca pensei que ia tocar essa nos Estados Unidos, mas um dia a gente precisou de uma música autoral para participar de um festival e continuamos tocando ela depois. Com a Força Aérea brasileira, os músicos brasileiros estão dando aquele sabor de samba brasileiro na música, está sendo incrível”, comenta.

Gabriel está servindo nos Estados Unidos há dois anos e acredita que a apresentação na capital foi um alinhamento das estrelas. “Uma coisa que jamais imaginaria quando eu entrei. Entre todas as possibilidades, essa nunca estava nem perto de estar no radar e eu vim parar em Brasília. Estou muito feliz porque minha família é daqui, a família da minha esposa também. A gente vai tocar na Escola de Música onde eu me formei. É muito legal isso”, ressalta.

Paulo Rezende, regente da Orquestra Sinfônica da Força Aérea Brasileira, acredita que a união dos países é uma oportunidade incrível. “Nós não falamos a mesma língua, mas a gente consegue se comunicar tocando. Veja o poder da música, tem o poder de derrubar muros e de construir pontes”, afirma. Paulo explica que o repertório traz um pouco da cultura brasileira e americana, inclusive com os hinos nacionais das nações. ” Tocaremos Aquarela do Brasil e God bless America. Depois faremos, só a FAB, duas músicas brasileiras, Não deixe o samba morrer e faremos outra peça musical que tem vários estilos nordestinos”, comenta.

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