Primeiro longa da cineasta Karol Maia, Aqui não entra luz, a ser exibido hoje na Mostra Competitiva do Festival de Cinema, dá voz às trabalhadoras domésticas e suas respectivas batalhas
Filha de ex-trabalhadora doméstica, a cineasta Karol Maia estreia o primeiro longa da carreira, Aqui não entra luz, hoje, na Mostra Competitiva Nacional no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O filme, narrado em primeira pessoa, reúne entrevistas com mulheres que revelam lembranças emocionantes da realidade no trabalho doméstico e que dividem relatos de situações de violência e exploração. Vindas dos quatro estados que mais receberam mão de obra escravizada do país — Bahia, Maranhão, Minas Gerais e Rio de Janeiro, elas expõem a luta constante por direitos e para que suas filhas possam sonhar com outros futuros.
Inspirações para o título do longa, a arquitetura da senzala e do quarto de empregada são retratados no filme a partir das marcas de segregação e racismo que tais espaços carregam. A obra, como um todo, é um reconhecimento da batalha de mulheres que resistem diariamente em condições de trabalho muito precárias. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil, são cerca de 6 milhões de trabalhadores domésticos — entre eles, menos de um quarto tem carteira assinada. Aqui não entra luz é exibido a partir das 21h, no Cine Brasília.
Com informações do Correio Braziliense
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